Com o avanço da pandemia, o Ministério da Saúde pediu ao Ministério da Economia a quantia de R$ 5,2 bilhões para aplicar no custeio de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), destinados a pacientes infectados com o coronavírus.
O pedido de recurso emergencial não estava no plano inicial de orçamento do Governo. O Ministério da Economia analisa o pedido.
Se liberada, a verba deve ser empregada na abertura de novos leitos e também no pagamento de médicos e profissionais da saúde, assim como de equipes de saúde indígena. O dinheiro também custeará equipamentos de proteção e testes de diagnósticos.
Os leitos de UTI vêm reduzindo desde o ano passado e é um dos pontos mais criticados da saúde, uma vez que os casos de covid-19 aumentam absurdamente nos últimos meses e já não há mais leitos de internação e nem de UTI em vários estados como o Amazonas e Rondônia.
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) alerta para a urgência da liberação da verba: "Tal situação exige a urgente habilitação de leitos e a garantia do financiamento necessário a seu funcionamento, inclusive para a contratação de recursos humanos. Somente assim poderemos seguir com as ações de saúde frente à emergência sanitária que enfrentamos", afirma o Conass.

