O governador José Melo reagiu às denúncias do senador Eduardo Braga, que relacionou sua imagem a uma facção criminosa, e acusou o senador de ter uma conduta irresponsável. " As últimas declarações feitas pelo senador não possuem qualquer lastro de verdade e refletem a postura de quem aposta na adoção de uma linha de oposição desqualificada, baseada simplesmente na proliferação de boatos, em afirmações mentirosas que visam não apenas prejudicar ao governador, mas a todo o Amazonas ".
Melo lembrou que entre 2003 e 2010, período do governo de Eduardo Braga, foram cerca de sete grandes rebeliões nas unidades prisionais do Amazonas. "Dentre esses registros, podem ser destacados os lamentáveis episódios ocorridos em 2007, no Instituto Penal Antonio Trindade (IPAT) que, em menos de um ano de inauguração, teve quatro fugas e uma rebelião". O IPAT foi Inaugurado em maio de 2006, e classificado, na época, como presídio de segurança máxima.
Melo acrescentou que no período de atuação da gestão do então governador Eduardo Braga, em 2003, a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) foi alvo de uma das maiores chacinas do Estado. Naquele ano, a rebelião na UPP teve 13 presos mortos. O então governador chegou a decretar situação de emergência e estado de calamidade no sistema prisional.'
Para Melo, a insistência do senador Eduardo Braga nesse tema e a forma irresponsável com que vem tentado ligar o nome do governador a grupos criminosos, faz pensar que existe sim, uma tentativa desesperada com intuito de desviar a atenção da opinião pública para o envolvimento do próprio senador na Operação Lava Jato, fato amplamente divulgado pela imprensa local e nacional, que aponta indícios claros da ligação de Braga em desvio de dinheiro público e recebimento de propina.

