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Médico investigado por morte de bebê no Amazonas tem prisão revogada

Médico investigado por morte de bebê no Amazonas tem prisão revogada

Manaus/AM - O médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê durante um parto em Eirunepé, interior do Amazonas, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça. A decisão, tomada na segunda-feira (6), determina que ele responderá ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, após permanecer detido por cerca de 130 dias.

Médico não atende chamado de parto e é afastado após morte de bebê no Amazonas
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Médico não atende chamado de parto e é afastado após morte de bebê no Amazonas

O caso ocorreu em 22 de novembro de 2025, quando o médico, que estava de sobreaviso, não atendeu aos chamados da equipe hospitalar enquanto uma gestante estava em trabalho de parto. Ele chegou horas depois ao hospital e, segundo relatos, o bebê morreu pouco tempo após o nascimento. Imagens obtidas durante a investigação mostraram o profissional em um bar antes de se dirigir ao hospital.

Segundo a Vara Única de Eirunepé, a manutenção da prisão preventiva seria desproporcional, considerando que o processo sofreu atrasos por fatores alheios à defesa, como a ausência de promotor em audiências. Além disso, parte das testemunhas já foi ouvida e o médico está afastado das funções, reduzindo o risco de interferência no processo.

Bebê morre após médico não atender chamado para parto no Amazonas
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A prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da comarca de Manaus sem autorização judicial e a proibição de contato com testemunhas. Antes, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia mantido a prisão preventiva, citando a gravidade do caso, risco de fuga e possível interferência nas investigações.

Vídeo flagra médico em bar antes de atraso que resultou em morte de bebê no Amazonas
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A defesa do médico, conduzida pelo advogado Sérgio Figueiredo, afirmou que a prisão era ilegal e destacou inconsistências no inquérito. Segundo a defesa, o laudo indicaria morte por causa indeterminada, contestando a hipótese inicial de broncoaspiração. O Ministério Público também se manifestou favorável à substituição da prisão por medidas cautelares, reconhecendo que a manutenção da detenção configuraria constrangimento ilegal.

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