Esse tipo de câncer é o segundo mais prevalente no país e deve registrar 45,6 mil casos novos este ano.
Com uma média de 300 casos anuais no Amazonas, o câncer colorretal é um dos mais prevalentes no Estado. No Brasil, o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em homens e mulheres e o terceiro câncer que mais causa mortes.
O médico endoscopista Marcelo Tapajós, da Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon), chama a atenção para a importância da atenção primária para a doença que, segundo dados Instituto Nacional do Câncer (Inca), deve registrar 45.630 novos casos este ano no Brasil e 300 no Amazonas.
O médico lamenta a falta de um programa nacional para prevenção a esse tipo de câncer, cuja alta incidência é uma questão de saúde mundial.
“As principais causas estão relacionadas a hábitos de vida, como alimentação não saudável, como consumo em excesso de carne vermelha e carne processada, excesso de álcool, açúcar, tabagismo, falta de atividade de física, obesidade e diabetes mellitus, entre outros fatores de risco”, explica o médico.
Para a prevenção primária, a recomendação é evitar esses fatores, enquanto a secundária incluiria exames a serem feitos em pacientes assintomáticos.
Os sintomas da doença são presença de sangue oculto nas fazes e muco, dor abdominal, alteração do hábito intestinal, anemia, emagrecimento e aparecimento de massa abdominal.
“Esses sintomas já chamam a atenção, mas o ideal é que houvesse o cuidado na atenção primária ou na atenção secundária sem o aparecimento dos sintomas”, explica Marcelo, citando recomendações das sociedades médicas da área que, de forma geral, indicam que pessoas assintomáticas, a partir dos 45 ou 50 anos, façam o Teste Imunoquímico Fecal (FIT), exame que verifica a presença de sangue oculto nas fezes.
Para ele, o ideal era que a prevenção incluísse o exame FIT, que é muito mais acessível, e em caso positivo, o paciente pudesse fazer a colonoscopia, que é um procedimento mais complexo.
O consumo de alimentos mais naturais pode estar por trás do fato de as regiões Norte e Nordeste terem incidência menor desse tipo de câncer em relação às Regiões Sul e Sudeste, afirma Marcelo Tapajós.
Embora a maioria dos pacientes atendidos pela FCecon cheguem já com lesões mais avançadas, o médico destaca que há locais que oferecem a colonoscopia para detecção dos pólipos e lembra a importância do exame para detectar sangue oculto nas fezes.

