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Massacre no Compaj: Justiça nega suspensão de tornozeleira à ex de Zé Roberto da Compensa

Massacre no Compaj: Justiça nega suspensão de tornozeleira à ex de Zé Roberto da Compensa
Massacre no Compaj: Justiça nega suspensão de tornozeleira à ex de Zé Roberto da Compensa

Manaus/AM – Presa por envolvimento no massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Luciane Albuquerque de Lima, ex-mulher do traficante José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, seguirá usando tornozeleira eletrônica, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

A desembargadora Vânia Marinho Marques foi quem negou a retirada da tornozeleira, na quarta-feira (31). A decisão foi tomada com base na gravidade do caso e os contatos que Luciane poderá fazer sem estar em monitoramento.

A ordem de rebelião no Compaj, no dia 1º de janeiro de 2017, foi feita por Zé Roberto por meio de uma carta que Luciane entregou a detentos membros da facção criminosa “Família do Norte” (FDN). Na carta, o chefe da FDN mandou exterminar faccionados rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC). 56 detentos foram mortos.

No mesmo ano, Luciane foi presa preventivamente e depois teve o pedido a prisão domiciliar aprovado, e desde então, usa tornozeleira eletrônica. A primeira vez que pediu para retirar o equipamento foi em 2022, mas só em 2023 o pedido avaliado e negado.

Uma das justificativas da defesa da ex-mulher de Zé Roberto para retirar a tornozeleira seria que “Sua boa-fé processual está claríssima, na medida em que, passados, como dito, mais de 62 (sessenta e dois) meses entre a fixação das medidas e a presente data, a impetrante afirma e reafirma seu comparecimento nesta Vara, informando contato telefônico e endereço atualizado”.

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