Manaus/AM - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acompanhou a comitiva do vice-presidente Geraldo Alckmin durante visita a Manaus, nesta quarta-feira (4), para adoção de medidas contra os impactos da seca histórica que afeta o estado. Nas últimas semanas, ela foi alvo de críticas de políticos do Amazonas, de ser a grande culpada pela não recuperação da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho-RO, pois a rodovia seria uma solução contra o isolamento do Estado em meio ao cenário desolador de seca dos rios.
Marina rechaçou as acusações, afirmou que o Ibama não facilita e nem dificulta a liberação de licenciamento ambiental de obras de infraestutura. Ela citou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a criação de um grupo de trabalho para avaliar a obra de recuperação da rodovia. E ainda afirmou que, se fosse fácil recuperar a BR-319, ela já teria saído do papel nos 15 anos em que esteve fora do cargo de ministra do Meio Ambiente.
"Como eu costumo dizer: o Ibama nem facilita e nem dificulta, ele responde a aspectos técnicos. Se as respostas técnicas são dadas de forma a preservar o meio ambiente, o Ibama vai analisar se concede ou não a licença à luz dos impactos ambientais. A gente trabalha para viabilizar os empreendimentos, que são muitos", iniciou a ministra.
"Em relação a BR, é um processo técnico. Ninguém dificulta e ninguém facilita. No caso, estão sendo feitos os estudos. Obviamente, quando o presidente Lula pede os estudos é porque ele quer e que se tenha as duas coisas: os empreendimentos, mas com sustentabilidade. Eu tenho a felicidade de, pela terceira vez, ser ministra do Meio Ambiente, mas eu deixei de ser ministra em 2008. De 2008 para cá são 15 anos, então eu não preciso dizer mais nada. Se a BR fosse fácil de fazer nesses 15 anos, talvez tivesse sido feita", rebateu Marina Silva.
A ministra ainda informou que existem trechos da BR-319 que possuem licença ambiental para sua recuperação, sendo uma delas válida desde 2007.
"Tem inclusive alguns trechos com licença para ser feita a recuperação, um inclusive, com liberação desde 2007", afirmou. Questionada do motivo dessas obras não serem realizadas, ela respondeu: "Já não sou eu que tenho de responder, porque o Ministério do Meio Ambiente dá a licença, mas não é ele que lida com a infrestrutura".

