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Manifestação nacional pró-Lava Jato chega a Manaus

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Manifestação nacional pró-Lava Jato chega a Manaus
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Com o mote “Brasil sem Partido”, os principais movimentos que realizaram manifestação a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, retornam, no dia 26 de março, às ruas de todas as cidades brasileiras, para pedir, agora, a garantia da continuação das investigações da operação Lava Jato. Em Manaus, o encontro acontecerá, às 9h, no Largo São Sebastião, no Centro. A convocação para o novo ato já sendo realizado por meio dos grupos, Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL), Nas Ruas e Revoltados Online. Em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, já estão sendo preparados estruturas com carros de som, bandeirões e trio elétricos.

Além do apoio total à Lava Jato, a manifestação prevê, ainda, mobilizar a população para pedir o fim do Estatuto do Desarmamento, como método para permitir que o cidadão também tenha direito a defender-se, sob regras e tenha permissão para ter porte de arma. Outra reivindicação do ato será o fim do foro privilegiado, direito adquirido por algumas autoridades públicas, de acordo com ordenamento jurídico brasileiro, garantindo que possam ter um julgamento especial e particular quando são alvos de processos penais. Um dos últimos casos, que envolvem esta prerrogativa, trata-se da elevação de Moreira Franco à condição de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, para dar a ele privilégios, mesmo tendo sido sendo citado mais de 30 vezes na Lava Jato.

O estudante do curso de direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Júlio Lins, 20, é um dos idealizadores da manifestação que acontece no próximo mês. A atuação dele em atos como a manifestações contra o impeachment e representando estudantes do Brasil no Congresso Nacional, o levaram a ganhar em março do ano passado o prêmio “Student of the Year” - (Estudante do Ano), na Conferência do “Students For Liberty” – (Estudantes pela Liberdade), em Washington D.C, por ser destaque entre os jovens brasileiros, que lutam pelo desenvolvimento, redução da carga tributária, menos burocracia e liberdade econômica do Brasil.

Júlio decreta que a manifestação terá o poder de endossar os atos no Brasil e tornar a capital amazonense, mais uma cidade a apoiar as investigações da Lava Jato. “Desejamos fazer uma pressão nacional muito forte. Nossas pautas do ato incluem a permanência da continuação das investigações da operação Lava Jato, apoio ao Ministério Público, Polícia Federal, a Justiça, o aumento do fundo partidário e favoráveis a reformas que beneficiem o desenvolvimento do Brasil”, explicou, ao enfatizar que a intenção é tornar a manifestação em Manaus, um grande ato para somar com os encontros realizados no mesmo dia em outras capitais.

Lava Jato

Na última semana, a operação Lava Jato chegou a 38ª fase e os últimos presos na investigação foram Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz, que estavam em Miami, nos Estados Unidos.  A prisão foi possível, graças à cooperação internacional da polícia de imigração americana (Immigration and Customs Enforcement – ICE) com a Polícia Federal (PF) brasileira.

Os dois tiveram a prisão preventiva decretada em meio a mais recente etapa da operação, deflagrada na quinta-feira (23). , que apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Segundo as investigações, entre os beneficiários, há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras. Jorge Luz e Bruno Luz são apontados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) como operadores financeiros ligados ao PMDB dentro do esquema de corrupção e desvio de dinheiro dentro da Petrobras.

A defesa de Jorge Luz e Bruno Luz afirmou que os clientes já foram ouvidos em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolvem pessoas com foro privilegiado, que os depoimentos foram prestados quando os dois já estavam fora do Brasil e que eles estão dispostos a colaborar com as investigações. 

Ao todo, a Lava Jato já prendeu 21 pessoas por ordem do juiz Sergio Moro e um terço não recebeu julgamento. Os sete que não foram julgados são: o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, seu ex-secretário Wilson Cordeiro, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-deputado Eduardo Cunha e os empresários Carlos Miranda, Flávio Macedo e Eduardo Meira. Os outros 14 têm algum tipo de condenação. 

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