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Manaus tem mais de 2,4 mil casos confirmados de malária

Alta de 63%

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Manaus/AM - Cerca de 2.419 casos de malária foram confirmados em Manaus, no primeiro trimestre - janeiro a março - de 2018. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), os dados representam uma alta de 63% em comparação ao mesmo período de 2017, que registrou 1.481 casos positivos da doença.

Esse agravo sofre influências ambientais e tem seu período sazonal nos meses de junho a outubro. Embora Manaus apresente transmissão durante todo o ano, há um pico nesses meses. No Brasil, a malária continua sendo um desafio à saúde pública. Em 2017, o Estado do Amazonas notificou 82.650 casos da doença, o que corresponde, aproximadamente, 44% do número de casos notificados em todo o país.

Desafios e estratégias para eliminação da malária no Estado foram debatidos nas palestras de abertura no 3º Seminário estadual alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária, nesta quarta-feira (25), no auditório do Centro e Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

 

Rede

As secretarias municipal e estadual e empresas particulares formam uma rede com 68 laboratórios na cidade de Manaus. Destes, 17 laboratórios são referência para diagnóstico também nos finais de semana e feriados. Na área Norte são eles: Hospital Delphina Aziz, SPA Platão Araújo e SPA Danilo Correia; na zona Oeste, Fundação Tropical e UPA Campo Sales; na Leste, Chapot Prevost, SPA do Coroado, e 2 Bases operacional no Brasileirinho e João Paulo; na Sul, Hospital 28 de Agosto, SPA Zona Sul, Hospital Samel, Hospital Check Up, Hospital Santa Júlia, Hospital Adventista, Hospital Militar e Hospital da Aeronáutica e, na zona Rural, existem 34 laboratórios sendo 12 na área terrestre e 22 na área fluvial.

Doença

A malária é causada por um parasita denominado Plasmodium, transmitido por meio das picadas de mosquitos do gênero Anopheles infectados. Os sintomas da malária incluem febre, dor de cabeça e vômitos, e geralmente aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito. Se não for tratada, a malária pode rapidamente tornar-se um risco de morte.

As principais intervenções para controlar a malária incluem diagnóstico precoce e tratamento rápido com terapias medicamentosas combinadas, o uso de medidas de proteção, tais como telas nas portas e janelas, mosquiteiros impregnados em áreas consideradas de risco e transmissão, utilização de repelentes e roupas adequadas, além do controle químico através de pulverização residual com inseticida para controlar os mosquitos vetores.

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