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Manaus deve manter alto nível de alerta no controle do sarampo, diz Semsa

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Manaus/AM - Gestores da Prefeitura de Manaus estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (1), para definir novas ações direcionadas à eliminação do surto de sarampo na cidade. A reunião aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), bairro Adrianópolis, com a participação dos técnicos responsáveis pela Atenção e Vigilância em Saúde dos Distritos Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural, que direcionam as ações nas Unidades de Saúde. 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que, com a redução no número das notificações de casos suspeitos de sarampo nas últimas semanas, Manaus passa por um momento decisivo para o controle definitivo da doença e é preciso que toda a população, assim como os profissionais de saúde, mantenha um alto nível de alerta.

“O trabalho agora precisa ser mais qualificado e direcionado para a busca ativa desses grupos, principalmente crianças, e adultos que ainda não tomaram a vacina ou não completaram o esquema vacinal”, explica o secretário.

Durante a reunião, foi definida a realização de uma Jornada para a Eliminação do Sarampo em Manaus, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de novembro, reunindo 900 participantes, divididos em 12 turmas.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinelia Ferreira, o evento tem como público alvo principal os profissionais responsáveis pelas salas de vacina na rede municipal, médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF), profissionais que trabalham no acolhimento dos usuários nas UBSs, médicos pediatras e outros profissionais que atuam nas ações de Crescimento e Desenvolvimento de Crianças nas Unidades de Saúde, técnicos de apoio institucional nos Distritos de Saúde e diretores das UBSs.

“O foco é alinhar as ações, esclarecer e repassar informações atualizadas, contextualizar os profissionais sobre o cenário atual do sarampo em Manaus e os riscos ainda existentes, orientando para as medidas que precisam ser executadas”, ressalta Marinélia.

A Semsa também está reforçando junto às UBSs a necessidade de solicitar o cartão de vacina de todos os pacientes que procurarem atendimento médico, para avaliação da situação vacinal. Como crianças menores de seis meses não podem tomar a vacina contra o sarampo, está sendo destacada a importância de garantir que as pessoas que têm contato com essas crianças, pais, mães, irmãos, primos, tios e tias, amigos da família, estejam todos vacinados contra a doença.

Registros da Semsa mostram ainda que cerca de quatro mil crianças de dois a quatro anos, e 120 mil pessoas, entre crianças, adolescentes ou adultos de cinco a 29 anos, foram vacinados com a primeira dose da tríplice viral nos meses de julho e agosto, e devem ser resgatados para completar o esquema com a segunda dose. As ações de monitoramento, investigação de casos e de bloqueio vacinal também estão sendo intensificadas.

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