Manaus/AM - O Amazonas registrou uma redução de 5,6% nos casos de malária entre janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).
Apesar do número positivo, as autoridades de saúde alertam que os piores meses para a malária ainda estão por vir. Os meses de setembro e outubro, que caracterizam a sazonalidade da doença, costumam ser os meses com mais casos.
A diretora presidente da FVS, Tatyana Amorim, explica que durante todo ano há registro da doença, no entanto, é durante o período da vazante dos rios que ocorre o maior número de casos.
“Neste período, as autoridades de saúde intensificam as ações no controle vetorial em seus territórios, mas também é necessário a participação da população para evitar o adoecimento”, alerta a diretora.
Sobre a Malária
A transmissão da malária acontece pela picada do mosquito Anopheles darlingi, que é o principal transmissor e hospedeiro definitivo da doença.
O principal local de transmissão são as áreas rurais, fator que a FVS-RCP orienta que caso a pessoa tenha ido para área de mata e após sete dias apresente os sintomas como febre, dor de cabeça, tremor e suor intenso, é fundamental que busque a unidade de diagnóstico de malária mais próximo.
Caso o diagnóstico seja positivo, o tratamento é ofertado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é importante que seja feito o ciclo completo para evitar complicações mais graves da doença.
Medidas de Prevenção
A forma de prevenção da malária consiste no uso de roupas que protejam pernas e braços, tela nas janelas e portas, uso de mosquiteiros e repelentes.
Existem também as formas de proteção coletivas que que são: borrifação intradomiciliar, mosquiteiro impregnado com inseticida de longa duração (MILD), drenagem e aterros de criadouros, obras de saneamento para eliminação do vetor, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água e melhoramento da moradia e das condições de trabalho em áreas de transmissão ativa.



