Manaus- A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta segunda-feira Libna Barbosa Carvalho, 48, e Ellis Suerlen da Silva Oliveira, 35, que estavam foragidas. A prisão deveria ter ocorrido em 24 de abril, quando foi deflagrada a operação “Gaia – Deusa da Terra”, mas elas conseguiram escapar. A dupla é suspeita de envolvimento em quadrilha que vendia terrenos irregulares no loteamento Águas Claras, na Zona Norte da cidade.

Elas foram encontradas por volta de 11h em uma casa localizada na rua 43 do bairro Nova Cidade. Libna e Ellis foram presas em cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela juíza da 7ª Vara Criminal, Careen Aguiar Fernandes.
“A residência estava alugada há três meses. No momento da abordagem as duas não reagiram e chegaram a dizer que pensavam em procurar o 27º DIP,” frisou o Delegado Rodrigo Bona, que comandou a operação.
As mulheres vão responder por estelionato, formação de quadrilha e crime contra a administração pública. Após os procedimentos cabíveis vão ser encaminhadas para Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde ficarão à disposição da Justiça.
Operação “Gaia – Deusa da Terra”
Doze pessoas foram presas durante a operação “Gaia – Deusa da Terra”, deflagrada por Policiais Civis na manhã do dia 24 de abril deste ano, por volta das 6h, nos bairros Adrianópolis e Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul; Mutirão e Parque das Nações, na Zona Norte; Japiim, na Zona Sul; e Ponta Negra, na Zona Oeste da cidade.
O coronel Berilo Bernardino de Oliveira, 45, lotado na época no Comando Geral da Polícia Militar; Alcineide de Oliveira Barbosa, 51; Elias Fernandes Carvalho, 62; Jean Cláudio Lima Sombra, 41, que se passava por juiz federal; Denise Ribeiro dos Reis Carvalho, 42; Maria Silma Lima Braga, 51; o marido de Silma, Ozeias Silva de Carvalho, 54; Jordan Mota da Silva, 40; Denise Lima Menezes, 30, e a irmã dela, Patrícia Lima Menezes, 29; Janilton Gomes de Araújo, 52, e Adriane Oliveira, 43, foram presos durante a operação policial.
Todos eles são acusados de participar de uma quadrilha especializada em vender várias vezes os mesmos terrenos no loteamento Águas Claras, na Zona Norte.
“Começamos a investigar a quadrilha há um ano e quatro meses, após vários boletins de ocorrências serem registrados aqui na delegacia com as mesmas características. Tivemos o apoio de servidores do Ministério Público nas investigações. A renda da quadrilha girava em torno de R$ 1 milhão. Eles enganavam pessoas de todas as classes sociais”, ressaltou, na ocasião, Rodrigo Bona.



