Por Elcimar Freitas (Especial para o Blog do Holanda )
A dona de casa Maria Hilda da Silva Lima, 44 anos, desde o dia 5 de março começou uma verdadeira peregrinação para provar que sua filha, a policial militar Leidynina Luciane Silva de Araújo, 19 anos, foi morta pelo tenente da Polícia Militar, Pedro César da Silva Moreira. “Ela não tinha motivos para suicidar-se”, disparou, afirmando que o militar acabou com os sonhos da namorada por ciúmes, inveja e porque ele sabia que ela iria deixá-lo.
Com a peregrinação ao Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, a sede do Ministério Público e as visitas constantes ao delegado Mariolino Brito, na Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros, Maria Hilda conseguiu com a promotora Chistiane Rodrigues Biland ,formalizar um pedido de reconstituição do crime.
A reconstituição já foi autorizada pela Justiça e, de acordo com informações do delegado Mariolino Brito, ocorrerá às 09h do dia 9 de setembro, no apartamento onde Leidynina morava com Pedro Moreira, localizado na rua 1ª de Abril, Betânia.
“Tenho a certeza e fé em Deus que depois dessa reconstituição ficará comprovado que ele matou a minha filha de maneira covarde. Que ela não cometeu suicídio”, declarou.
Maria Hilda (foto com a filha), disse que nem mesmo a prisão de Pedro Moreira, caso isso ocorra, lhe confortará. “Quando ele tirou vida da minha filha acabou com nossas vidas”, mas confio na Justiça dos homens e na de Deus, que nunca falha.Por isso corri atrás dessa reconstituição. Porque sei que desta vez ficará provado que ele matou minha filha. E com mais essas provas acredito que a Justiça seja feita”, disse.
Falou com a filha no dia do crime
Maria Hilda disse que no dia do crime, estava em sua casa, também no bairro da Betânia, quando sua filha por volta das 13h ligou para saber o que ela tinha feito para o almoço. “Disse o que tinha feito. Ela perguntou onde tinha deixado o trigo pois iria fazer o bife para ela e o Pedro, comerem”, informou.
De acordo com Hilda, Leidinyna voltou a ligar. "Não tinha mesmo intenção de se matar. Era bonita, tinha um carro novo, dinheiro e muitos sonhos. Por que iria se matar”, questiona a mãe.
Frente a frente com o acusado
Maria Hilda disse que por duas vezes esteve frente a frente com o tenente Pedro Moreira. “Ele não levantou nem a cabeça para conversar comigo”, declarou, afirmando não temê-lo.
“Ele é um covarde que matou uma mulher indefesa e para isso ainda a trancou dentro de um quarto”, disparou Hilda, revoltada porque até hoje o militar continua trabalhando nas ruas da cidade como se nada tivesse acontecido.

