Lula e Flávio Bolsonaro estudam mudanças na estrutura do Ministério da Defesa, incluindo a centralização de compras militares e alterações na organização administrativa da pasta. As propostas estão entre as medidas avaliadas pelas equipes dos dois políticos para um eventual próximo mandato presidencial.
Uma das principais ideias é reunir em uma estrutura central as negociações para aquisição de equipamentos militares, hoje conduzidas separadamente pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica. A intenção é coordenar os investimentos e integrar os processos de compra das três forças.
Outra mudança em análise envolve a substituição temporária do ministro da Defesa. Atualmente, quando o titular se ausenta, um dos comandantes militares pode assumir interinamente o cargo. A proposta é transferir essa atribuição ao secretário-geral do ministério.
As equipes também discutem medidas para ampliar a atuação conjunta das Forças Armadas, com compartilhamento de estruturas, equipamentos e sistemas de comunicação.
Apesar das propostas administrativas semelhantes, os grupos políticos trabalham com possibilidades diferentes para o comando da pasta. Em um eventual novo mandato de Lula, a atual secretária-geral do ministério, Cinara Wagner Fredo, aparece entre os nomes considerados. Já no grupo de Flávio Bolsonaro, a preferência é por um ministro civil, com Marcos Degaut citado como possibilidade.
As propostas ainda estão em discussão e dependem das decisões do próximo governo.
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