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Livro debate colonização da Amazônia nos 1970

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O escritor, jornalista e documentarista, que há mais de 40 anos trabalha com temas relativos à Amazônia e seus conflitos lança nova obra onde um diário é a base para debater fatos e personagens que, em décadas passadas, impactaram a Amazônia.

Em "A viagem de Bediai, o selvagem e o voo das borboletas negras”, Edilson  Martins conta como um jovem, após anos no exterior, retorna ao Brasil. Aqui, descobre um diário de viagem do pai documentarista, falecido no ano da queda do Muro de Berlim. Embora se trate de papéis avulsos, decide divulgá-lo. Esse diário é um retrato do confronto entre a velha empresa extrativista – ciclo da borracha, da castanha – e a nova empresa capitalista – projetos agropecuário, madeireiro, de mineração, as grandes rodovias – na Amazônia. Enfim, os anos 70 do século passado, a chamada Era da Destruição da Amazônia. 

Na verdade, A viagem de Bediai, o selvagem é uma reportagem histórica, com viés ficcional (por razões óbvias), envolvendo os personagens ícones que dominaram a região naqueles anos: os sertanistas Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas (irmãos) e Chico e Apoena Meireles (pai e filho); o sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes; o antropólogo e político Darcy Ribeiro; o bispo emérito de São Félix do Araguaia, D. Pedro Casaldáliga, hoje com 86 anos – além de seringueiros e, principalmente, os índios, com os quais o autor conviveu por mais de 40 anos. 

 A singularidade desta obra, em relação a quaisquer outros livros sobre a Amazônia, é a narração inédita do primeiro contato entre os chamados agentes da civilização – sertanistas, mateiros, guias aculturados – com povos primitivos em estado de cultura pura. Povos que usavam (e ainda usam) o machado de pedra, não conheciam o beijo, e faziam amor por trás. E mais: separados de nós, ditos civilizados, por 9 ou 10 mil anos. 

O lançamento da obra é nesta sexta-feira, 6, às 18h30, na Livraria Valer, à rua Ramos Ferreira, Centro, zona Sul.

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