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Laboratório da SSP emprega tecnologia contra lavagem de dinheiro no AM

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Laboratório da SSP emprega tecnologia contra lavagem de dinheiro no AM
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Manaus/AM -    Coordenado pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) tem auxiliado os trabalhos investigativos complexos no Amazonas, tanto da polícia quanto de órgãos externos, especialmente nos casos de corrupção e lavagem de dinheiro. Neste ano, durante a Operação Banzeiro, realizada pelas forças de segurança do Estado, R$ 2,2 milhões em bens e dinheiro depositados em contas de uma quadrilha de traficantes foram identificados e bloqueados com o auxílio do Laboratório.

A delegada Marília Campello, coordenadora do LAB-LD,  explicou que as investigações que envolvem o crime organizado geram um volume expressivo de dados, dificultando a investigação por parte das delegacias. É o que ocorre, por exemplo, com a análise de extratos bancários ou de uma grande quantidade de contas telefônicas.

 

Para dar suporte às investigações, o Laboratório conta com softwares que possibilitam cruzamentos de grandes volumes de dados. “Trabalhamos com a produção de informações estratégicas, concedendo aos delegados de polícia solicitantes mais clareza na análise desses dados a fim de subsidiar o processo investigatório”, afirmou.

A delegada comanda uma equipe técnica formada por investigadores e escrivães com formação apropriada para os trabalhos realizados no LAB-LD. Ela explica que há investigações que demandam conhecimentos contábeis e estatísticos, mas as atividades dependem de provocação das unidades solicitantes.

Para o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Adriano Félix, o LAB-LD é fundamental nas investigações da unidade, especialmente quando o dinheiro roubado não é recuperado. “Após a identificação dos criminosos, o Laboratório é fundamental para chegar ao dinheiro roubado”, explicou.

O delegado da Polícia Civil, Juan Valério, explica que em muitos casos é necessário cruzar dados envolvendo “muitas transações, milhares de dados, diversos laranjas e outros artifícios empregados para dificultar o trabalho policial”. “Se tivesse que empenhar minha equipe sem esse aparato e esse nível de conhecimento, levaríamos muito mais tempo para analisar os dados”, completou.

O Laboratório do Amazonas faz parte da Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia (Rede-LAB), instituída em 2014 e voltada ao compartilhamento de experiências sobre a análise de dados financeiros e detecção da prática de lavagem de dinheiro e corrupção, entre outros crimes.

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