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Justiça revisa taxas cobradas por serviços em cartórios do Amazonas

Justiça revisa taxas cobradas por serviços em cartórios do Amazonas
Justiça revisa taxas cobradas por serviços em cartórios do Amazonas

Manaus/AM - O trabalho de revisão da tabela de taxas cobradas por serviços e atos praticados por cartórios e demais serventias extrajudiciais do Amazonas teve um avanço significativo nesta quinta-feira (5) com uma nova reunião do grupo de trabalho instituído para este fim, sob a condução da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/AM) e do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). 

A perspectiva do grupo, conforme destacado durante a reunião  pela corregedora-geral de Justiça do Amazonas, desembargadora Nélia Caminha Jorge, é a de finalizar o estudo e apresentá-lo como Minuta de Projeto de Lei  (PL) para apreciação e votação pelo Legislativo Estadual, já nos próximos meses. "Esta revisão é urgente e necessária e com ela temos a perspectiva de revisar valores, objetivando, sobretudo, o atendimento ao interesse coletivo da sociedade. Assim sendo, acreditamos que valores serão reduzidos, sem prejudicar a sustentabilidade das serventias extrajudiciais; mas de modo a evitar que nossa população procure por serviços e valores mais atrativos em outros Estados da Federação, como tem ocorrido", afirmou a desembargadora Nélia Caminha Jorge. 

O trabalho de revisão da tabela de emolumentos vem sendo realizado de forma coletiva com a participação de representantes da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), da Procuradoria-Geral do Município (PGM), da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg-Am), da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Amazonas (Arpen-Am), além de representantes do Poder Judiciário Estadual.

Na reunião de trabalho ocorrida nesta quinta-feira (5), formalizou-se o envio de propostas (da tabela revisada) por parte das entidades que integram o grupo, ficando consignado que novas discussões, tratativas e deliberações ocorrerão nos próximos dias.

Durante a reunião, o juiz auxiliar da Presidência do TJAM, Jorsenildo Dourado do Nascimento, que atuou, entre os anos de 2018 a 2020, como juiz corregedor auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, sendo um dos responsáveis pelo segmento Extrajudicial no País, destacou que o Amazonas, no País, é um dos estados com um dos mais elevados índices de informalidade no segmento de regularização de imóveis, e este cenário, segundo o magistrado, se dá em razão de altos valores de emolumentos cobrados na região. "No segmento de imóveis, acreditamos que o alto índice de informalidade ocorre em razão do preço cobrado pelo registro, o que tem levado cidadãos amazonenses à procura pelos serviços de registro em outros estados. Isso precisa ser corrigido. Acreditamos ser possível garantir a sustentabilidade das serventias extrajudiciais e atender o anseio da população", citou o magistrado.   

 

 

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