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Justiça manda Funai acelerar demarcação de terra indígena no Amazonas

Justiça manda Funai acelerar demarcação de terra indígena no Amazonas
Justiça manda Funai acelerar demarcação de terra indígena no Amazonas

Manaus/AM - A Justiça Federal determinou que a Funai e a União apresentem, em até 60 dias, um cronograma detalhado para a conclusão da demarcação da Terra Indígena Sururuá, no sudoeste do Amazonas. A decisão atende a uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) e tem como objetivo acelerar um processo que está parado desde 2014. A área é tradicionalmente ocupada por povos das etnias Kokama e Tikuna, localizada entre os municípios de Benjamin Constant e São Paulo de Olivença.

Na decisão, a Vara Federal de Tabatinga destacou que a demora na demarcação aumenta o risco de invasões, conflitos fundiários e degradação ambiental, ameaçando os direitos das comunidades indígenas da região. A liminar obriga a Funai a elaborar um plano com etapas, prazos, fontes de financiamento e previsão de término das atividades, além de enviar atualizações trimestrais à Justiça.

A União argumentou que não tem responsabilidade na fase atual do processo, mas a Justiça rejeitou esse entendimento. A decisão afirma que tanto a União quanto a Funai têm papel direto no cumprimento do dever constitucional de demarcar terras indígenas, conforme o artigo 231 da Constituição Federal e o Decreto nº 1.775/1996.

Para o MPF, a medida representa o reconhecimento da morosidade do Estado no atendimento aos direitos das comunidades tradicionais, previstos na Constituição de 1988. A ação civil pública que originou a decisão tramita sob o número 1000592-22.2024.4.01.3201.

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