Enfrentando a sua maior crise desde que foi criada há 33 anos, a Unimed Manaus conseguiu na justiça a continuidade do convênio com a Sociedade Beneficente Portuguesa, que havia sido suspenso por causa de uma dívida de R$ 1,7 milhão.
A liminar em agravo de instrumento foi concedida à cooperativa de médicos pelo desembargador Sabino da Silva Marques, da Primeira Câmara Cível, obrigando o hospital privado a atender os usuários do plano de saúde.
Ao conceder o pleito à Unimed, o desembargador suspendeu a decisão da juíza Onilza Abreu Gerth, da 8ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho da Capital, que concedeu liminar a Beneficente suspendendo a prestação de serviços aos usuários da coopoerativa em face de sua inadimplência. A juia manteve, contudo, o tratamento dos pacientes ainda hospitalizados.
Na decisão, Sabino ainda determinou que em caso de descumprimento da decisão a Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas, pagará R$ 50 mil de multa diária.
Para conseguir suspender a decisão de primeiro grau, a Unimed alegou que não deve mais de R$ 1 milhão a Beneficente Portuguesa, mas parcelas que está quitando dentro do prazo previsto em contrato.
Mas, a afirmação da Unimed, negando o débito, é contestada pela Beneficente Portuguesa, que desde abril, maio e junho deste ano emitiu notas fiscais autorizadas pela Unimed cujo total soma a quantia de R$1.798.357,14, compreendendo serviços de radiologia e internação, cujo valor estava programado para pagamento até 15 de julho de 2013, mas até o momento não foi pago.

