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Juíza rejeita cassação de vereador do Amazonas por falta de provas

Juíza rejeita cassação de vereador do Amazonas por falta de provas
Juíza rejeita cassação de vereador do Amazonas por falta de provas

A juíza Luiziana Teles Feitosa Anacleto, da 20ª Zona Eleitoral do Amazonas, decidiu manter o mandato do vereador Marcos Thamy (Podemos), de Benjamin Constant. A decisão, proferida nesta segunda-feira (1°), rejeita um pedido de cassação por suposta fraude à cota de gênero. A magistrada alegou que não havia provas suficientes para a anulação.

A ação foi movida por Sandy Graça (PSDB), candidata que não foi eleita, e questionou a votação inexpressiva de apenas dois votos da candidata Maria Tereza Ramos Alberto (Podemos). Para Sandy, Maria atuou como candidata "laranja" para que o partido de Marcos Thamy atingisse a cota de gênero. Se os votos do Podemos fossem anulados, o PSDB teria mais chances de conseguir a vaga.

Maria Tereza se defendeu na ação, afirmando que participou ativamente da campanha e que seu baixo desempenho nas urnas não comprova a fraude. A defesa argumentou que a baixa votação não é prova por si só de que houve um crime eleitoral.

Ao julgar a ação, a juíza Luiziana Anacleto acatou os argumentos da defesa. A magistrada ressaltou que, para cassar um mandato, é necessário ter provas "robustas e incontroversas". Luiziana também destacou que a mera existência de indícios não é suficiente para anular um mandato conquistado pela vontade popular.

Sandy Graça ainda pode recorrer da decisão. O recurso será enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), que fará uma nova análise do caso.

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