A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mirza Telma de Oliveira Cunha, negou na segunda-feira, 18, o pedido de adiamento do julgamento dos acusados do caso “Belota”. O pedido foi feito pela defesa de Rodrigo de Moraes Alves, um dos três réus.
Os três réus do caso Belota - Jimmy Robert de Q. Brito, Rodrigo de Moraes Alves e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães -, vão a julgamento na próxima quinta-feira. Eles são acusados de matar no dia 22 de janeiro deste ano o pai de Jimmy, Roberval Roberto Brito, 63; a tia dele, a servidora pública federal Maria Gracilene Belota, 59; e a prima Gabriela Belota, 26.
A defesa alegava que, pelo fato de a juíza ter autorizado a quebra de sigilo telefônico de Olga Matos Marinho, isso “poderia trazer fatos novos, bem como uma nova pessoa para se fazer parte do contexto acusatório que já se encontra nestes autos”.
No despacho, a juíza diz que os autos encontram-se prontos para julgamento dos réus Jimmy Robert de Queiroz Brito, Rodrigo de Moraes Alves e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães.
Mirza Telma diz entender que nada impede a realização do júri com relação aos três acusados. Mas informa que quanto a Olga Matos, os fatos estão sendo apurados em novo inquérito, o qual será devidamente analisado tanto pelo Ministério Público “quanto por este Juízo”, quando de sua conclusão.
Com o indeferimento, o julgamento deverá acontecer na quinta-feira, 21. Os três réus são acusados das mortes de Maria Gracilene, 55, Gabriela Belota, 26, e de Roberval Roberto de Brito, 63, assassinados em 22 de janeiro desse ano.
Mesmo sendo um julgamento com três réus e nove testemunhas, a 1ª Vara do Tribunal do Juri, não cogita a paralisação com recomeço no dia seguinte. De acordo com o diretor Vara, Glauber Barros, essa possibilidade foi descartada e, nesse caso, o julgamento pode entrar pela madrugada.

