
O juiz Antônio Itamar de Souza Gonzaga, da 3a Vara da Comarca de Parintins, anulou a decisão da Assembleia Geral do Boi Caprichoso, que no dia 4 de dezembro do ano passado que prorrogou por mais três anos o mandato da atual presidente da agremiação folclórica, Márcia Cardoso Baranda.
O magistrado julgou procedente a Ação Declaratório de Nulidade de Ato Jurídico, proposta por vários sócios do Caprichoso, encabeçadas pelo juiz Mauro Antony e o empresário Orsine Júnior, e anulou parte do que foi decidido por alguns associados.
Antônio Itamar ainda condenou Márcia Barand ao pagamento de 10% de honorário advocatícios.
Entenda o caso
A presidente do Caprichoso, Márcia Baranda, convocou a Assembleia Geral do boi bumbá no dia 4 de dezembro do ano passado, com a finalidade de tratar do aumento do número de sócios do bumba azul e branco. Mas, de acordo com fontes do Portal do Holanda, ao final da reunião, resolveu dar um golpe nos associados e anunciou extra - pauta a discussão da prorrogação de seu mandato por mais três anos.
“Teve muita discussão e boa parte dos associados, contrário ao fato, que viola o estatuto, saíram da reunião e os que ficaram decidiram de maneira arbitraria prorrogar o mandato da Márcia”, disse a fonte.
Revoltados, os sócios, entre eles Mauro Antony e Orsine Júnior, foram a Justiça para derrubar Márcia Baranda e assim realizar em outubro deste ano eleição para a presidência da agremiação folclórica.
Eleita em 2010
Márcia Barandafoi eleita presidente do Caprichosoem 2010, em acirrada disputa com o artista plástico Rossy Amoedo. Ela obteve 661 votos contra 643 do rival, que perdeu pela diferença de apenas 18 votos.
Baranda conseguiu a vitória diante de Rossy, graças aos sócios que moram em Manaus, onde ela conseguiu 264 votos contra 232 do artista plástico, mas em Parintins, ela perdeu.

