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Juiz pede que Ministério Público se manifeste antes de nova decisão sobre retirada de flutuantes

Juiz pede que Ministério Público se manifeste antes de nova decisão sobre retirada de flutuantes
Juiz pede que Ministério Público se manifeste antes de nova decisão sobre retirada de flutuantes

Manaus/AM - O juiz Moacir Pereira Batista, da Vara do Meio Ambiente, solicitou que o Ministério Público do Amazonas (MPAM) se manifeste em até cinco dias sobre os próximos passos para a retirada dos flutuantes do Rio Tarumã-Açu, em Manaus. A decisão, assinada em 5 de dezembro, visa dar continuidade à ordem de desmonte das embarcações, que já está em vigor desde a sentença de maio de 2024. O magistrado ressaltou que, após a manifestação do MPAM, tomará nova decisão para assegurar a execução da ordem.

A remoção dos flutuantes é uma ação judicial que se arrasta há mais de 20 anos, com o aumento significativo das embarcações na região. Desde 2001, o Ministério Público tenta, sem sucesso, implementar a retirada dos cerca de 1.000 flutuantes, que afetam o meio ambiente e a navegabilidade do Rio Tarumã-Açu. 

Em 2023, o juiz Moacir determinou que a Prefeitura de Manaus retirasse as embarcações até o final do ano, mas a ação esbarrou em dificuldades financeiras e logísticas. A ordem foi parcialmente cumprida, e a prefeitura notificou centenas de flutuantes, mas o desmonte não foi concluído. 

Em junho de 2024, a desembargadora Joana Meirelles suspendeu a ordem de desmonte dos flutuantes, considerando o risco de danos irreparáveis. A Defensoria Pública do Estado (DPE) argumentou que muitas embarcações servem de moradia para ribeirinhos e abrigam serviços essenciais como escolas e postos de saúde.

 

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