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Juiz decide: sócio do Café do Norte vai a júri

Com parecer contrário do promotor Walber Nascimento, o empresário Jhefferson Kennedy da Silva Moraes, um dos sócios do Café do Norte, vai enfrentar o tribunal do júri. A decisão é do juiz Hugo Levy. Jhefferson matou a tiros o técnico de som Mário Jorge Amâncio, no dia 22 de setembro de 2007, na Expoagro. Jefferson está em liberdade, mas dependendo do resultado do julgamento, pode ser preso. Na sua decisão, o juiz diz que embora Jheferson negue que tenha cometido o crime apurado, "o certo é que não produziu prova negativa suficiente para ensejar sua impronúncia!", e que "não deve a causa ser subtraída da apreciação do seu Juízo Natural, que é o Tribunal do Júri", como propôs Walber Nascimento, "posto que se trata de crime doloso contra a vida". Walber nem sempre foi o promotor da causa. Ele substituiu Francisco Cruz, que antes de ser promovido a procurador havia denunciado o empresário. A mudança de atitude do MP ocorreu após Walber assumir a causa. Ele disse que a denúncia não merecia acolhimento porquanto ausentes os requisitos para a pronÚncia do acusado e por entender que ao fim da instrução criminal não restou provada a autoria do fato criminoso. O juiz Hugo Levy, embora tenha revogado em 2007 a prisão em flagrante de Jhefferson, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade, entendeu diferente. Segundo ele, ficou claro a participação do acusado no crime. Abaixo, você vai conferir na íntegra a decisão do juiz Hugo Levy

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