Início Amazonas Juiz decide levar Leandro Guerreiro a júri popular
Amazonas

Juiz decide levar Leandro Guerreiro a júri popular

O empresário Leandro Nascimento Guerreiro, dono da loja World Micro, que no dia 2 de dezembro de 2009 matou com um tiro na nuca o policial civil Railen Caldas Gomes,  lotado na Delegacia Especializada de Furtos de Veículos, vai sentar no banco dos réus.


O juiz Eliezer Fernandes Júnior, do 2ª Vara do Tribunal do Júri, julgou procedente a denúncia contra o empresário, que tentava conseguir benefício alegando a legítima defesa putativa. De acordo com o magistrado a materialidade do crime está comprovada.


O magistrado também não acatou o parecer do Ministério Público, que pedia a desclassificação acatada de homicídio doloso para homicídio culposo, encaminhado os autos a uma das Varas Criminais comuns da Capital.

Na sentença,ele diz: “ Analisando os fatos, verifico que tal justificativa, não pode prosperar e ser acatada como excludente do dolo, a uma, seria uma justificativa a ser usada nas grandes capitais no Brasil e no mundo, pelo número de assaltos que acontecem diariamente, as pessoas matariam e seriam absolvidas por acharem que estavam ou seriam novamente assaltadas, a duas, por existir a Segurança Pública para defender a população”.




Em sua sentença de pronúncia assinada na última sexta-feira, o juiz também decidiu deixar o réu em liberdade


Entenda o caso


Railen foi morto em 2 de dezembro de 2009 depois de uma discussão com vigilante Francisco Augusto Vieira Magalhães, da loja Word Micro localizado no Boulevard Amazonas, por uma vaga no estacionamento.


De acordo com testemunhas, por volta 12h, a vítima estacionou seu carro, um Pálio Weekend, cor prata, placas JXH 0873, em frente à loja de informática. Foi quando se aproximou o segurança Francisco Magalhães.


Houve uma discussão do vigilante com um flanelinha. O policial que estava acompanhado de sua esposa Maria do Socorro Caldas Gomes, voltou ao estacionamento ao ver o segurança armado se identificou como policial e resolveu entrar na loja para falar com o patrão de Francisco.


De acordo com depoimento da esposa Railen se identificou para a recepcionista e ao gerente, foi quando Leandro Guerreiro, apareceu do nada e quando policial saia da sala do gerente foi alvejado com um tiro na nuca.


De acordo com depoimento da esposa, Leandro Guerreiro, estava de luvas e só não a matou também porque foi impedido por funcionários da loja, mas estava alucinado e disposto a matá-la.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?