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Inquérito que apura saque irregular de precatório no Amazonas retorna para o MPF

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O inquérito que apura o saque  irregular de um  precatório de R$ 2 milhoes, valor supostamente repartido entre um conselheiro do Tribunal de Contas, um advogado, um  desembargador (hoje aposentado) a direção de uma construtora e funcionários públicos do Amazonas, aberto em 2003, retornou para o Ministério Público Federal no  último dia 16, por determinação da ministra Maria Thereza de Assis Moura, da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Em fevereiro, a ministra já havia acatado a denúncia  e determinado a quebra de sigilo fiscal e bancária dos envolvidos. 

O precatório foi pago  pela antiga Sham (hoje Suhab). A abertura de vista para o Ministério Público visa apurar se os envolvidos  (Ari Moutinho Júnior,  Lino Chixaro e o desembargador aposentado Rui Morato, entre outros suspeitos)  teriam  mesmo repartido o precatório, pago em 2003.  


 

 Os autos foram parar no STJ  depois que o juízo da 4ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, em virtude do foro de prerrogativa de função de um dos  investigados. Também estão envolvidos no mesmo processo a Cota Construtora e Comércio Ltda, Neldan Construções e Comércio Ltda, Luiz Aurélio Carvalho Leite, Nelson Dantas Sobreira, Mônica Lopes Sobreira, Maria Augusta Lopes Sobreira, Adelson Lopes Sobreira, Sérgio Marinho Lins, Francisco Sálvio Barbosa Montenegro  e da escrivã Edna Mouzinho Barrero, da 4ª Vara Cível, que teriam recebido vantagens dos interessados.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, as informações apontam para a prática dos crimes de corrupção passiva, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

Nas interceptações da polícia federal, que gravou conversas entre os envolvidos, consta ainda que o dinheiro liberado através de precatório foi dividido.

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