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Índice do trabalho infantil no Amazonas se mantém estável, revelou IBGE no Dia das Crianças

Índice do trabalho infantil no Amazonas se mantém estável, revelou IBGE no Dia das Crianças
Índice do trabalho infantil no Amazonas se mantém estável, revelou IBGE no Dia das Crianças

Manaus/AM - Enquanto no país, entre os anos de 2016 e 2019, houve uma redução de 22% o contingente de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em trabalhos domésticos no país, no Amazonas este índice manteve-se estável, de acordo com dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad C) de 2016 a 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Brasil saiu de 107,5 mil crianças e adolescentes que trabalhavam nessas atividades em 2016 para 83,6 mil que trabalhavam nessas atividades em 2019. 

No Amazonas, o índice manteve-se estável, pois em 2016, 1.040 crianças e adolescentes nessa faixa etária exerciam trabalho infantil doméstico, em 2017 caiu para 195 crianças, em 2018 subiu para 2.267 crianças e em 2019 eram 673.

Por expor meninas e meninos a riscos como lesões físicas, queimaduras e até a violência sexual, as atividades domésticas compõe a lista das piores formas de trabalho infantil.

Na distribuição entre as regiões, a maior fração das crianças e de adolescentes no trabalho infantil doméstico residia na região Nordeste, mas a evolução entre as regiões mostrou tendências distintas, segundo a pesquisa.

Embora o trabalho infantil doméstico tenha diminuído relativamente nas Regiões Nordeste (de 34,5% do contingente total em 2016 para 31,6% em 2019) e Sul (de 15,7% em 2016 para 12,6% em 2019), nas Regiões Sudeste (de 23% em 2016 a 27,2% em 2019) e Centro-Oeste (de 12,5% em 2016 para 14,2% em 2019), mantendo-se estável na Região Norte.

Quanto à faixa etária das trabalhadoras infantis domésticas, os dados revelaram que o trabalho infantil doméstico era exercido principalmente por adolescentes de 14 a 17 anos. 

Essa é uma atividade exercida principalmente pelas meninas, que em 2016 representavam 90% das crianças e de adolescentes envolvidos (ou 96,6 mil). Já em 2019, esse percentual foi de 85% (71,2 mil), o que reflete e reproduz o modelo padrão de organização familiar e a desigualdade entre gêneros, uma vez que cabe às meninas as tarefas domésticas e os cuidados às pessoas dependentes e vulneráveis. 

Em 2016, 92% do total de adolescentes que exerciam trabalho infantil doméstico tinham entre 14 e 17 anos (29,3% entre 14 e 15 anos e 62,7% entre 16 e 17 anos), percentual que em 2019 era de 94% (27,8% entre 14 e 15 anos e 66,2% entre 16 e 17 anos). O percentual de crianças e adolescentes de 10 a 13 anos saltou de 7,4% em 2016 para 14,1% em 2017, manteve-se em patamar similar em 2018 (14,6%) e caiu a 6% do total de envolvidas (os) no trabalho infantil doméstico em 2019.

Em relação às grandes regiões, o IBGE identificou que em todas predominavam trabalhadoras infantis domésticas na faixa etária dos 16 a 17 anos, mas com a participação de adolescentes com idades entre 14 e 15 anos maior nas regiões Norte e Sudeste e menor nas demais regiões.

Signatário da Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil assumiu o compromisso de adotar medidas imediatas e eficazes para proibir e eliminar as piores formas de trabalho infantil. 

O Decreto Nº. 6.481/2008 definiu as piores formas de trabalho infantil como as atividades que, pela natureza ou condição em que são realizadas, comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes e trazem sérias consequências à vida e à saúde, sendo proibidas para todas as pessoas com menos de 18 anos de idade.

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