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IBGE mostra que seca prejudicou produção industrial do Amazonas em 2023

IBGE mostra que seca prejudicou produção industrial do Amazonas em 2023
IBGE mostra que seca prejudicou produção industrial do Amazonas em 2023

Manaus/AM - Mesmo em fase de término, a seca histórica deste ano deixou rastros como na indústria local, quase que totalmente dependente do fluxo logístico dos rios, muitos dos quais estavam e ainda estão sem condições de navegação. De acordo com o Estadão, a indústria amazonense viu sua produção cair 2,6% em outubro ante setembro e recuar outros 5,7% na comparação com outubro de 2022, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

“A seca impõe custos adicionais de logística de transporte para as empresas. Uma das mais afetadas foi a de equipamentos de informática, bastante influente na indústria local”, disse Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

Ele se referia, sobretudo, à produção de eletrônicos na Zona Franca de Manaus. Além da seca, a taxa de juros ainda alta segue como outro limitador, com efeito sobre o parque de todo o País. “A seca gerou, inclusive, um movimento de férias coletivas para acomodar o arrefecimento da produção e não gerar custos adicionais sobre a cadeia produtiva”, completou.

O gerente lembra que a seca prejudica não só o escoamento de produtos, mas, também, a chegada de insumos.

Segundo o pesquisador, a indústria do Pará também é afetada pela seca, mas em proporção bem menor. A produção industrial paraense ainda conseguiu crescer 0,1% em outubro ante setembro, e 8% na comparação com outubro de 2022.

O impacto menor da seca na indústria paraense está ligado ao peso da área extrativa, que tem escoamento relativamente mais fácil. No Estado, o setor extrativo responde por 84,7% da produção total.

 

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