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Homero: "Amazonino é refém da Transmanaus"

O vice-líder do prefeito Amazonino Mendes, vereador Homero Miranda Leão, disse nesta terça-feira que o consórcio Transmanaus é maior do que a prefeitura de Manaus e que o prefeito Amazonino Mendes é refém "desse monstro  criado pela administração" do ex-prefeito Serafim Correa. "É muito injusto. Não é correto e nem aceitável criticar o Amazonino", disse o vereador. Num recado à oposição, advertiu: "Temos que parar de vir para cá (tribuna) como se não houvesse passado.  Como se o mundo tivesse começado ontem, e para trás não existisse nada”.

“Não precisamos ler os relatórios que as empresas que compõem o transporte coletivo de Manaus enviam diariamente para o parlamento. Os requerimentos são um retrato infiel da situação caótica do sistema. Sabemos que o sistema não presta e é ruim. Há varias ligações para isso. Agora querer culpar o prefeito Amazonino Mendes é muito injusto. Não é correto e nem aceitável, porque o prefeito herdou isso, um sistema deplorável”, disse o vereador.

Apesar disso, Homero lembrou que Amazonino  tem buscado soluções para melhorar o nível dos serviços de transporte coletivo prestados à população, mas que    “são muitas as dificuldades em relação a esse assunto, com mototaxista, ‘executivos’, ‘alternativos’, e outros. "Isso não veio do nada. Veio com falha do sistema maior. Os técnicos sabem que quando há falhas no sistema maior nascem essas aberrações no sistema do transporte coletivo. É isso o que aconteceu. A culpa disso foi colocada no consórcio. Não quero entrar no mérito da necessidade. Mas o efeito do remédio foi mortal. O remédio teve um efeito pior que a doença”.

Homero afirmou que a Transmanaus tornou-se uma estrutura mais forte que o poder concedente, que é a prefeitura. “A prefeitura se torno refém disso. O vereador Mário Frota sabe disso. Que a nossa realidade é resultado do erro. Erro de gestão. Tanto é erro que está ai, o efeito. Temos um ‘monstro’ que é a Transmanaus”, comentou.

Para o vereador, os problemas do sistema de transporte coletivo serão resolvidos com a licitação que vai permitir a presença de dez empresas atuando com até 200 ônibus. “Essa licitação não foi fácil por causas dos empresários. Eles se conversam e combinam onde e o que vão fazer. Com a licitação, tenho certeza que a prefeitura de Manaus vai propor um sistema que a cidade precisa há muito tempo. É esse entendimento que temos que ter. Temos que parar de vir para cá (tribuna) como senão houvesse passado. É como se o mundo tivesse começado ontem, e para trás não existe nada”.

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