Manaus/AM - Thiago Wendel Barros Wanghon foi sentenciado a 35 anos de prisão pela 3.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Ele foi considerado culpado pela morte do feirante Raimundo Alves Feitosa, ocorrida em 20 de junho de 2018, na rua Jonas Barreto, bairro de São Lázaro, Manaus. O julgamento, que começou na quarta-feira (09) e terminou na quinta-feira (10), foi conduzido pelo juiz de direito titular da 3.ª Vara do Júri, Carlos Henrique Jardim.
O réu foi acusado de homicídio qualificado, sob alegações de motivo torpe e emboscada. Embora tenha negado sua participação no crime, a análise das evidências, incluindo imagens de câmeras de segurança, o incriminaram. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) foi representado pelo promotor de justiça José Augusto Palheta, com a advogada Goreth Campos Rubim atuando como assistente de acusação. Na defesa do réu estiveram os advogados Lenilson Ferreira Pereira e Kelly Mota Chaves.
O crime aconteceu quando Raimundo Alves Feitosa estava prestes a sair de casa para trabalhar. Três indivíduos, em um veículo, abordaram-no e o ameaçaram, tentando forçá-lo a abrir sua residência. Apesar de se recusar, Raimundo foi alvejado por múltiplos disparos de arma de fogo, resultando em sua morte. O crime inicialmente foi considerado latrocínio (roubo seguido de morte), porém, essa teoria foi descartada já que a vítima possuía uma quantia substancial de dinheiro no veículo que não foi roubada.
Após a condenação pelo júri, que acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público, o réu recebeu a sentença de 35 anos de prisão em regime inicial fechado. Dado o histórico criminal extenso de Thiago, o juiz Carlos Jardim determinou que ele inicie o cumprimento provisório da pena de imediato, até que a sentença transite em julgado, com possibilidade de apelação.

