Manaus/AM - A alta no preço do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio já começa a impactar as empresas de navegação do Amazonas. O diesel, que representa entre 40% e 50% dos custos dos fretes, está cerca de 40% mais caro em relação a janeiro.
Segundo o Sindarma, apesar de medidas como redução de impostos terem amenizado parte do aumento, os custos operacionais das transportadoras já subiram e podem provocar reajustes no transporte fluvial.
Além da crise internacional, a seca dos rios amazônicos também pressiona os gastos, com viagens mais longas, menor capacidade de carga e aumento no consumo de combustível.
“O tempo das viagens dobra nesta época. Isso significa que os custos com combustíveis, equipamentos, tripulação e escoltas armadas contratadas pelas empresas para evitar os ataques piratas também dobram, enquanto a quantidade de carga transportada diminui porque o rio está menos profundo. Somando esses fatores com a guerra, o transporte fluvial no Amazonas e o abastecimento dos municípios pode viver um período muito complicado que vai se refletir na sociedade”, explicou o vice-presidente da entidade, Madison Nóbrega.
O sindicato alerta que, caso o cenário geopolítico piore, o aumento no frete pode afetar o abastecimento dos municípios do interior do Amazonas. A entidade prepara um estudo para apresentar ao Governo do Estado com medidas para reduzir os impactos.



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