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Governo Lula desliza em ações de combate a queimadas no Amazonas

Governo Lula desliza em ações de combate a queimadas no Amazonas
Governo Lula desliza em ações de combate a queimadas no Amazonas

Manaus/AM - Em meio a seca histórica e a fumaça tóxica das queimadas que atingem Manaus e o interior do Amazonas, as ações federais contra a crise ambiental estão sendo criticadas.

A população vive há um mês sufocada pela fumaça tóxica e com a seca dos rios, mas neste período o governo Lula não esteve em nenhum momento em Manaus. Apenas o vice, Geraldo Alckmin esteve no Amazonas ocasião em que anunciou R$ 627 milhões para a área da saúde, Defesa Civil, Meio-Ambiente, Segurança e Desenvolvimento Social.

O governo Lula tenta transferir a culpa da queimadas no governo Bolsonaro, mas há meses a comunidade científica já alertava sobre a possibilidade do El Niño agravar a seca na região Norte do país.

Apesar dos R$ 700 milhões destinados para tentar solucionar a crise, falta de soluções efetivas tem desencadeado cobranças por parte da oposição e do Ministério Público Federal (MPF).

O próprio Ibama já admitiu que a estrutura para combater as queimadas é insuficiente. “Obviamente a gente tem de se planejar melhor, ter estruturas melhores”, disse Rodrigo Agostinho, presidente do órgão, ao Estadão.

Ao menos 18% do efetivo de brigadistas foi aumentado, conforme o Ibama, mas ainda assim são poucos para combater as queimadas em uma região grande e de difícil acesso.

Especialistas afirmam que repetir as estratégias antidesmate, assim como foi feito no primeiro governo petista, não vão funcionar, visto que atualmente, o cenário é de uma floresta desmatada e ocupada pelo crime organizado.

O governo Lula, por meio da ministra Marina Silva, cobrou o Senado a aprovação do projeto Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que institui regras para o uso do fogo no meio rural e inclui a previsão de que ele seja substituído por outras técnicas. Mas o presidente não esteve em Manaus durante todo o mês em que a população sofre com a fumaça tóxica.

Além disso, parlamentares têm cobrado a ministra pelo não avanço da locomoção terrestre no Amazonas, já que a BR-319 segue sem aprovação para asfaltamento.

Sem a BR-319 e agora sem transporte hidroviário afetado pela seca, os insumos para abastecer comércios, postos de combustíveis e indústrias estão sendo afetados.

Se a pavimentação completa da BR-319 – que a única rodovia que liga Roraima e o Amazonas para resto do país – fosse aprovada e executada, parte do drama no estado poderia ser sanado.

Enquanto isso, a crise no Amazonas continua. Famílias ribeirinhas sofrem para receber comida e remédios, e o transporte fluvial está interrompido e a floresta continua queimando.

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