Manaus/AM – O Ministério Público do Amazonas pediu, nesta semana, a inclusão dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso na ação que move contra a Amazon Best, referente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos devido aos preços abusivos dos ingressos para o Festival Folclórico de Parintins de 2026.
A empresa apresentou a assinatura dos presidentes das agremiações, Rossy Amoedo (Caprichoso) e Fred Góes (Garantido), no “Termo Conjunto de Definição e Aprovação de Política de Preços da Bilheteria”, datado de 5 de novembro — um dia após a ação ser ajuizada pelo MP. Segundo a promotora de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, o documento mostra que os bois foram indicados pela Amazon Best como “corresponsáveis pela definição da política de preços tida como abusiva”. Ela acrescentou ainda que as entidades participaram “ativamente da estrutura que resultou nos reajustes exorbitantes”.
A promotora pediu uma perícia técnica para atestar a veracidade das assinaturas digitais apresentadas pela Amazon Best. Amoedo e Góes também serão ouvidos.
Na mesma ação, o MP voltou a solicitar que a Amazon Best apresente critérios econômicos e financeiros detalhados que justifiquem o aumento dos valores. O órgão também pede que um perito técnico-contábil seja nomeado para analisar essas informações e emitir um parecer sobre eventual aumento arbitrário de lucros ou infração à ordem econômica.
A venda de ingressos para a edição de 2026 do Festival Folclórico de Parintins está suspensa por determinação judicial desde o dia 5 deste mês, após serem constatados reajustes que ultrapassam 200% em relação à edição de 2025.

