Manaus/AM - A presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Joenia Wapichana, anunciou a formação de grupos de trabalho para identificar e delimitar três terras indígenas no Amazonas. As determinações foram publicadas em portarias no Diário Oficial da União nesta terça-feira (11).
Um dos grupos se concentrará na Terra Indígena Rio Cuieiras, que é reivindicada pelas etnias Baniwa, Baré, Kambéba, Karapanã, Kokama, Múra, Sateré-Mawé, Tikúna e Tukano, abrangendo os municípios de Manaus e Novo Airão. Outro grupo irá focar na Terra Indígena Ilha do Panamim, reivindicada por indígenas Kambeba, Mura, Kokama e Tikuna, localizada nos municípios de Tefé, Alvarães e Maraã. A terceira equipe investigará a Terra Indígena Massekury/Kãmapa, anteriormente chamada de Jamamadi do Lourdes/Cajueiro, que é solicitada pelas etnias Jamamadi e Apurinã, na região de Boca do Acre.
As equipes serão compostas por especialistas em antropologia, meio ambiente e cartografia, e terão um prazo de 60 dias para apresentar um plano de estudos, conforme as diretrizes da Funai. A demarcação das terras é um anseio histórico das comunidades indígenas. A identificação da Terra Indígena Rio Cuieiras foi ordenada pela Justiça Federal do Amazonas em 2013, enquanto a sentença favorável ao povo Kambeba na Ilha do Panamim foi emitida em 2016.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), os indígenas da Terra Indígena Rio Cuieiras aguardam a demarcação desde 1996, ano em que o processo começou na Funai. Para a Ilha do Panamim, a Funai já tem conhecimento sobre os pedidos de demarcação das comunidades do Boará, Boarazinho e Canata-Aietu desde 2002.



