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Fumaça agrava doenças respiratórias e aumenta procura de serviços de saúde

Fumaça agrava doenças respiratórias e aumenta procura de serviços de saúde
Fumaça agrava doenças respiratórias e aumenta procura de serviços de saúde

 

Por Ana Celia Ossame, especial para Portal do Holanda   

 

Os mais de 58 focos de queimadas registrados só nos últimos dias em Manaus e região metropolitana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que encobriram a cidade de fumaça, têm causado muitos transtornos não só à área ambiental, mas também na saúde respiratória dos amazonenses moradores da capital e arredores.  

Os serviços de urgência estão recebendo mais pacientes, especialmente aqueles doentes crônicos de asma e doenças pulmonares, devidos aos efeitos da fumaça que vem ocorrendo na cidade, afirma o médico pneumologista Mário Sérgio Fonseca, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

Esses pacientes crônicos, segundo Mário Sérgio, são mais suscetíveis aos efeitos da fumaça, que tem material particulado causador irritação e inflamações nas vias aéreas, como monóxido de carbono e benzeno. Em mulheres gestantes, esse material pode até causar partos prematuros, adverte o médico.

Para o especialista, como é impossível fugir da fumaça, que impregna todos os ambientes, o ideal é que aqueles doentes crônicos mantenham o uso regular das medicações, evitem realizar atividades físicas extenuantes no ambiente e procurem ficar em locais onde o ar estiver circulando, para evitar o acúmulo de fumaça residual.

A mesma recomendação serve para crianças menores, que também ficam mais suscetíveis às infecções respiratórias onde há fumaça.

Mário Sérgio considera importante manter o ambiente mais umidificado, com o uso de água em uma vasilha e evitar ficar onde há fumaça residual.

Qualidade do ar

A qualidade do ar na capital amazonense continua “ruim”, de acordo com o monitoramento de queimadas, qualidade do ar, chuvas e tempestades e descargas elétricas feito pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).

Esse sistema é desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e conta com apoio do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea) e da Fundação Cuomo.

 

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