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Fuam participa de pesquisa de novo método para tratamento da hanseníase

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Fuam participa de pesquisa de novo método para tratamento da hanseníase
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Manaus/AM - Está em fase de discussão pelo Ministério da Saúde (MS), a implantação da Multidrogaterapia Única (MDT-U) para tratamento de pacientes de hanseníase no Brasil. A MDT-U, que adota um esquema único de medicação para a hanseníase e diminui de um ano para seis meses o período de tratamento, é resultado de estudos com a participação da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) que é referência no tratamento da doença no País.

A implantação da MDT-U será tema de audiência pública na Câmara dos Deputados, evento durante o qual serão apresentados os estudos que embasaram esse novo método de tratamento. A realização do evento foi aprovada no último dia 20, pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), mas ainda não tem data para acontecer.

A proposta para implantação do esquema Multidrogaterapia Única, na rede pública, está sendo submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec/SUS). Ainda passará por diversas discussões, até a manifestação oficial por parte do governo brasileiro. O Ministério da Saúde está realizando seminários macrorregionais sobre o assunto, a exemplo do que foi realizado em Manaus, para a região Norte, no período de 25 a 27 de abril deste ano.

Hoje, os pacientes que se submetem ao tratamento para hanseníase são medicados num período de até um ano, conforme o tipo da doença – paucibacilares ou multibacilares. O MDT-U, por sua vez, propõe o uso da medicação num período de seis meses, independente do tipo de hanseníase. Pelo novo método, o paciente passa a tomar uma junção dos três medicamentos que são hoje adotados: a Rifampicina, a Dapsona e a Clofazimina, sem prejuízo à eficácia do tratamento.

A incidência da hanseníase no Amazonas ainda é alta, mas vem caindo. No ano passado, foram registrados 459 novos casos da doença no Estado, uma redução de 33,57% em relação a 2013, cinco anos atrás, quando foram registrados 691 casos. 

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