Uma planilha enviada pelo Ministério da Defesa à CPI da Covid mostra que houve recusa das Forças Armadas do Amazonas e de outros estados em compartilhar leitos disponíveis em hospitais militares durante o colapso e pico da pandemia.
No Amazonas, a Secretária de Saúde do Estado fez a solicitação no mês de dezembro, quando os casos de covid dispararam.
De acordo com o Uol, na ocasião, o Comando da 12a Região Militar alegou que estava com lotação de 100% preenchida e que estudava realizar evacuações para hospitais do Pará.
Porém, no mê de janeiro, quando aconteceu o colapso, o Hospital de Área de Manaus tinha 45% de leitos clínicos vazios e as unidades de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira tinham menos de 50% das vagas ocupadas.
O Hospital da Aeronáutica também tinha leitos livres, mas não disponibilizou mesmo com as filas cada vez maiores de pacientes que aguardavam uma vaga no estado.
O Ministério da Defesa justificou que por conta do aumento de casos precisava reservar os leitos para possíveis casos de covid que viesse a aparecer entre militares e seus familiares. Disse ainda que após o pedido, um hospital de campanha foi montado nas dependências do Delphina Aziz.
Segundo o TCU, no Brasil mais de R$ 3,45 bilhões dos cofres públicos são empregados em hospitais militares.

