
Nesta terça-feira os fiscais da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas, percorreram diversos pontos de vendas de tucumãs em Manaus, entre eles, bancas no conjunto Eldorado, zona Centro-Sul da capital e algumas feiras como a da Manaus Moderna e a do bairro Aparecida, na Zona Central, para recolher amostras do fruto. A meta é que essas amostras sejam analisadas pelo Departamento de Vigilância Sanitária, que vai testar a qualidade do tucumã. A fiscalização da Comissão de Defesa do Consumidor, presidida pelo deputado estadual Marcos Rotta, foi feita em parceria com a Delegacia do Consumidor, Procon Amazonas e o Departamento de Vigiância Sanitária. O deputado Marcos Rotta diz que a fiscalização se deu após denúncias feitas pela população.

“Recebemos denúncias, principalmente sobre a falta de higiene em locais de comercialização de tucumãs e também sobre o processo de manuseio desse fruto. Muitos vendedores descascam o tucumã sem a utilização de luvas e sem antes fazer a higienização das mãos. Imediatamente acionamos os fiscais da Comissão de Defesa do Consumidor da Aleam que, em parceria com outros órgãos, coletaram algumas amostras para serem analisadas em laboratório. Precisamos orientar os vendedores sobre a forma correta de manuseio e também alertar a população, que pode estar consumindo produtos de péssima qualidade, que causam problemas graves á saúde”, afirmou Rotta.
O fiscal da Dvisa, Claudomir Petillo, afirma que em fiscalizações feitas anteriormente em Manaus, foram encontrados coliformes fecais em algumas amostras de tucumã.

“Só por meio de análises feitas em laboratórios é que conseguimos identificar alguns agentes infecciosos, como é o caso de coliformes fecais que já foram encontrados em tucumãs vendidos aqui em Manaus. É um problema grave, porque isso causa doenças como vômitos, diarreias e vários problemas no estômago. Recolhemos essas amostras em locais de grande circulação de compras desse fruto e, em breve, vamos divulgar os resultados e orientar os vendedores sobre a questão da higiene, principalmente no manuseio”, afirmou Petillo.
Em uma banca de vendas de tucumã , no centro de Manaus, o vendedor João Pontes, que trabalha no local há 40 anos, foi flagrado descascando os frutos, sem a utilização de luvas. Ele diz que foi um equívoco e que a fiscalização é necessária, mas é preciso também orientação.

“Eu não tenho problema nenhum em dar o meu produto para o laboratório, só não quero que as minhas vendas sejam prejudicadas. Hoje, por acaso, não usei as luvas, mas sempre utilizo. O que eu quero mesmo é que nós vendedores possamos receber o resultado dessa análise e que possamos ser orientados sobre a maneira correta de vender os tucumãs”, afirmou o vendedor.
O auditor fiscal, Luiz Alberto Santos diz que as fiscalizações são necessárias e que ele, como consumidor, deixou de comprar tucumãs depois de passar mal, ao ingerir o fruto comprado em uma feira.

“Eu acho essa fiscalização muito importante e válida, não apenas aqui na feira da banana, mas em toda essa área central onde as pessoas vendem alimentos que ficam expostos no chão e na poeira, sem as mínimas condições de higiene. Eu já comi tucumã azedo, desses que vendem já descascados, tive problemas de saúde e nunca mais comprei. A venda desse tucumã sem casca deveria ser proibida”, afirmou o consumidor.
Tucumãs com e sem casca foram recolhidos para a análise da Dvisa que deve ser concluída em um prazo máximo de 10 dias. Os vendedores de feiras e bancas de tucumãs, principalmente no centro de Manaus serão orientados sobre o manuseio e as regras básicas de higiene. O deputado Marcos Rotta lembra que a população pode continuar denunciando e não há necessidade de identificação.
“Nossa equipe da Comissão de Defesa do Consumidor está sempre á disposição de quem quiser fazer qualquer tipo de denúncia sobre consumo. O consumidor também deve ter o papel de fiscal e, se encontrar alguma irregularidade, pode ligar para o telefone 3381-4451 e fazer a denúncia, mesmo que não queira se identificar”, afirmou Rotta.











