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Falha do MEC anula inscrição de 700 alunos do Fies no segundo semestre

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Uma falha ainda sob apuração nos sistemas do MEC (Ministério da Educação) impediu cerca de 700 estudantes espalhados por todas as regiões do país de garantir a inscrição no Fies do segundo semestre. De acordo com a folha, o MEC diz ter encontrado 679 pessoas prejudicadas pelo erro. Elas fazem parte de uma leva de beneficiados pelo programa federal que tiveram as inscrições transferidas do primeiro para o segundo semestre deste ano. 

Para não perder a vaga na universidade, os estudantes que estão nessa situação precisam atualizar os dados cadastrais no portal do Fies na internet até esta sexta-feira (10). A pernambucana Mariana Araújo, 20, diz que o sistema não reconhece a senha que ela inseriu no banco de dados do MEC no início do ano, quando passou em medicina na Cesmac (Centro Universitário de Maceió) via Fies. “É um desgaste psicológico muito grande porque o tempo está passando e o meu sonho está indo pelo ralo. Já procurei o MEC por todos os canais possíveis, mas até agora nada”, afirmou. Sem o Fies, diz Mariana, seria impossível pagar os cerca de R$ 7.000 de mensalidade do curso de medicina.

 Assim que a fase cadastral é concluída, os dados do estudante seguem para análise na universidade na qual ele vai estudar. Se tudo estiver certo, o último passo é ir ao banco e contratar o crédito do Fies. O MEC só reconheceu a falha após ser provocado pela Folha, que precisou enviar o nome completo e o CPF de uma das estudantes afetadas pelo problema. Ao todo, a reportagem teve acesso a um grupo de 28 pessoas barradas nos cadastros do programa federal.

O Fies passou a financiar valores mais altos este ano. O teto de financiamento saiu de R$ 30 mil para R$ 42.983 por semestre. O programa também passou a custear pelo menos 50% das mensalidades dos alunos que firmarem contrato em universidades de todo o país. Com os novos limites, cursos com mensalidades de R$ 7.000, como os de medicina, passaram a ser financiados em até 100%. Outro passo dado foi a garantia de um financiamento mínimo por estudante, que passou a ser o de 50% do valor da semestralidade. 

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