O seqüestro do empresário Wellington Lins foi planejado durante 30 dias por Fabrício da Silva Sales, 18, o “Marcelinho”, como é conhecido no conjunto Francisca Mendes. Ele se baseou em filmes policiais exibiidos na televisão para planejar, exercutar o o sequestro e intimidar a família da vítima, se passando por integrante do Comando Vermelho.
Foi Marcelinho, que da casa de Camila Falcão, esposa de Moacyr Teixeira, o “Pajé”, tio do seqüestrador, ligou para a esposa de Wellington Lins, e se passando por integrante do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Aterrorizou a família e pediu o resgate de R$ 1 milhão para libertar a vítima.
Ele também foi responsável em comprar sorine e comida para Wellington e delegou a cada integrante da quadrilha suas funções no seqüestro.
“Sebinho” que trabalhava na Fametro, foi quem informou para o bando os passos de Wellington Lins. Amarildo, o “Tico”, o homem que apanhou o dinheiro pago pelo resgate. foi e o primeiro a se preso.
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Plano adiado
O plano era para ter sido executado no dia 3 deste mês, mas “Sebinho” avisou que a vítima não iria ao sítio o líder da quadrilha, Marcelinho, abortou a ação e aguardou mais informações do adolescente que trabalhava na Fametro e tinha a confiança da família.
Assim que o Sebinho descobriu que dia 10 Wellington Lins iria ao sítio, o plano de Marcelinho foi colocado em ação e, quando a vítima deixou o canteiro de obras da faculdade no sábado, o bando se deslocou para a BR 174, onde aguardou a chegada do empresário.
Dinheiro enterrado e fuga
Depois de receber o resgate de R$ 1 milhão, Marcelinho abandonou a mala que continha um rastreador em um terreno na rua 85 do Francisca Mendes e dividiu em sacolas o dinheiro e enterrou mais de R$ 500 mil, na mesma via.
Depois de enterrar parte do dinheiro, Marcelinho juntamente com um adolescente e Emerson, fugiu rumo a Rurópolis, município do paraense, de onde só iriam voltar depois que as "investigações dessem uma trégua".
Prisões
Mas o plano arquitetado por Marcelinho, em filmes policiais, não contava com a prisão em flagrante de Camila Oliveira Falcão, Amarildo dos Santos Gomes, o “Tito” e o adolescente MSQ, 17, o “Sebinho”.
Em depoimento prestado à delegada Emília Ferraz, Camila contou detalhes do seqüestro e disse que Fabrício, conhecido por Marcelinho, foi quem esquematizou toda a operação.
Já Amarildo, o “Tito”, em seu depoimento tentou enganar a polícia, falando ter procurado por Adriano e um homem identificado como Carioca. Disse que não sabia qual a participação de Fabrício, o Marcelinho, no seqüestro.
O adolescente, MS, o “Sebinho”, em seu termo de declaração disse que Fabrício, o Marcelinho, foi quem o procurou para falar do seqüestro de Wellington Lins.
Com a prisão dos três, a polícia conseguiu identificar os outros integrantes do bando e prendê-los, mas ainda faltava o líder “Marcelinho”, que neste domingo foi preso e as investigações da Secretaria de Inteligência, concluídas, com a recuperação de R$ 897 mil, pagos aos seqüestradores.

