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Ex-namorado que matou Miss Manicoré ganha direito ao semiaberto e revolta família da vítima

Ex-namorado que matou Miss Manicoré ganha direito ao semiaberto e revolta família da vítima
Miss foi morta a facadas - Foto: Divulgação

Manaus/AM - A irmã da ex-Miss Manicoré Kimberly Karen Mota de Oliveira chorou ao saber que Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pela morte da jovem, poderá cumprir a pena no regime semiaberto com tornozeleira eletrônica. A decisão provocou revolta e fez a familiar relembrar o sofrimento vivido pela família desde o crime.

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Ela contou que recebeu a informação por meio de uma ligação do advogado. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que a notícia “acabou com seu dia” e criticou a mudança no regime de cumprimento da pena.

"Acabei de descobrir que o assassino dela está no regime semiaberto. Ele vai começar a usar tornozeleira e já vai viver por aí", disse aos prantos.

s. O crime aconteceu durante uma discussão entre a jovem e Rafael, que mantinha um relacionamento com ela.

Após o assassinato, Rafael fugiu do Amazonas. Ele foi localizado e preso três dias depois do crime, em Pacaraima, Roraima, quando tentava deixar o país.

Em 2021, Rafael foi condenado pelo Tribunal do Júri a 14 anos de prisão pela morte de Kimberly. Posteriormente, após recurso da defesa, a pena foi reduzida para 13 anos e quatro meses.

Agora, com a progressão de regime, ele deverá deixar o sistema fechado e cumprir a pena em uma modalidade mais leve, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Para a irmã de Kimberly, a decisão representa mais um momento doloroso para a família. Ela também questionou o sistema de Justiça brasileiro e lamentou que o condenado possa passar a cumprir a pena fora fora da cadeia depois de ter cometido um crime tão brutal.

Após a perda da irmã, Karen também perdeu a mãe, Neylla Pinheiro Mota, para o câncer pouco tempo depois. A mulher morreu devido a um quadro de leucemia no dia em que Rafael foi condenado. Ela chegou a testemunhar ao júri por meio de videoconferência do Hospital Getúlio Vargas, onde estava internada.

“Só eu sei, gente, quanto foi difícil para mim passar por todo esse processo e quanto ainda está sendo. Só eu sei tudo que aconteceu na minha vida depois desse dia. Tanto com a minha irmã, depois com a minha mãe”, contou Karen.

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