Manaus/AM - O tenor amazonense Pedro Augusto Santiago morreu aos 87 anos, na noite da última sexta-feira(25), no Rio de Janeiro. Amorim foi diretor do Teatro Amazonas, membro do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), além de presidente do Conselho Regional da entidade.
“Certamente uma personalidade que será sempre lembrada por tudo o que fez para a cultura amazonense. Deixa um legado pelo qual somos muito gratos”, lamentou o secretário estadual de Cultura, Marcos Apolo Muniz.
Funcionário mais antigo do Teatro Amazonas, o assessor Raimundo Nonato Pereira do Nascimento afirma, com muito carinho, que a influência de Amorim foi decisiva para o amor que ele desenvolveu pelo espaço, onde trabalha há 46 anos. “Ele foi meu diretor na década de 70. Eu comecei a amar o Teatro Amazonas como amo até hoje por causa dele, observando o cuidado, a dedicação. Era bem humorado, sabia tratar todo mundo”, lembrou.
Amigo de longa data, o maestro Zacarias Fernandes define o tenor como “um grande artista, cujo trabalho foi sempre inspirado nas raízes amazonenses”. “Conheci o Pedro Amorim na década de 80, quando eu estava iniciando a minha carreira como regente e tive o privilégio de incluir no repertório a sua famosa canção ‘Cabocla do Tarumã’. Nosso último encontro aconteceu por acaso, em novembro de 2016, próximo a sua residência, no Rio de Janeiro. Sempre cordial, ele me cumprimentou com um forte abraço, sem imaginar que aquele seria o nosso último”, contou.
Pedro Amorim deixa esposa e dois filhos.

