Neurocientista Miguel Nicolelis participa como convidado do Torneio de Robótica realizado no fim de semana no Distrito Federal
“É muito bacana ver o avanço da tecnologia e como ela pode trabalhar junto com a medicina, como auxiliar do cérebro e dos movimentos humanos. Em pouco tempo a robótica pode substituir completamente o trabalho mecânico do ser humano. Tudo isso é fantástico!”, reagiu a aluna do SESI Amazonas, Renata dos Reis, 15, uma das representantes do Estado no Torneio de Robótica First Lego League (FLL), realizado no último fim de semana em Taguatinga, no Distrito Federal.
Na sexta-feira, Renata e os outros 30 alunos do SESI/AM, no evento, foram introduzidos ao admirável mundo novo da neurociência por meio de palestra do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo, que apresentou vídeos e explicou vários dos seus estudos.
Diante de uma plateia na faixa dos 9 aos 15 anos de idade, Miguel Nicolelis revelou que no próximo dia 12 de junho, durante a abertura oficial da Copa do Mundo no Brasil, o pontapé que vai inaugurar o jogo entre Brasil e Croácia, será dado por um paraplégico. Por meio da utilização de um exoesqueleto, uma espécie de prótese externa do esqueleto humano, a pessoa com deficiência física levantará da cadeira de rodas, dará 25 passos e chutará a bola.
A proposta, considerada pela revista Scientific American uma das dez ideias que estão “além dos limites da ciência atual”, faz parte do projeto “Andar de Novo”, pesquisa que Nicolelis lidera no laboratório de Neurociência da Universidade Duke, nos Estados Unidos.
“Em alguns anos, vocês poderão jogar videogame com o pensamento e, além disso, vão conseguir sentir a consistência do objeto que o personagem está tocando ou do chão onde está pisando. O paraplégico que chutará a bola, ao se levantar, vai sentir a sensação de pisar na grama e o chute’’, explicou.
O Torneio de Robótica foi realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com a Lego e a organização americana First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology). Entre outros desafios, os estudantes montaram e programaram robôs para solucionar desastres naturais, como avalanches, deslizamentos de terra, enchentes, tsunamis e tempestades.
Em sua primeira participação no evento, o SESI Amazonas levou a Taguatinga as quatro equipes classificadas na etapa estadual. Das quatro, a equipe Lego Star terminou na 25ª colocação entre 60 equipes participantes de todo o Brasil.
“Nós tivemos alguns problemas desde quando chegamos, mas, mesmo não vencendo o torneio podemos nos considerar vitoriosos. O aprendizado que eu e meus amigos tivemos aqui nesses três dias vai ficar para a vida inteira’’, disse a aluna do SESI Amazonas, Renata dos Reis.

