Desativado desde a inauguração da ponte Rio Negro, havia dois anos, o porto do São Raimundo e toda a sua funcionalidade estrutural caíram num profundo e melancólico vazio. Uma espécie de cemitério que, a rigor, só é visitado uma vez por ano.
À exceção do pouco que restou, como a administração da Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias (SPNH), tudo desapareceu.
Nem mesmo o ponto de táxi que no passado era dos mais disputados da cidade permaneceu. Táxi mesmo só bem além do extinto porto.
E o que dizer dos espaçosos e confortáveis boxes, destinados à venda de alimentos, bebidas e de vários outros produtos?
Vazios, como vazio está um grande estacionamento.
Hoje, em vez de gente, esses espaços são ocupados por cães, pelo menos até que o local seja entregue em definitivo para o Dnit.
Enquanto isso, o porto da Manaus Moderna atende usuários precariamente, como bem demonstra acidente com embarcações na última terça-feira, 19. Ali o que falta é exatamente a estrutura abandonada no São Raimundo.
Fotos: Castelo Branco

