Início Amazonas Estagnação da vacinação em crianças no Amazonas preocupa especialistas
Amazonas

Estagnação da vacinação em crianças no Amazonas preocupa especialistas

Estagnação da vacinação em crianças no Amazonas preocupa especialistas
Estagnação da vacinação em crianças no Amazonas preocupa especialistas

Manaus/AM - Mesmo com a queda do número de contaminação e de óbitos causados pelo Covid-19, a estagnação da cobertura vacinal em crianças e adolescentes preocupa especialistas no Amazonas e no país. Um deles é o pesquisador Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia (Fiocruz), que afirma ser equivocado o abandono do uso de máscaras que poderá custar caro.

Na capital do Amazonas, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS/RCP), a primeira dose foi aplicada em apenas 29,1% das crianças com idade de 5 a 9 anos, enquanto em adolescentes de 10 a 14, o índice chega a 33% de vacinação.

No Estado, a vacinação no público de 10 a 14 anos alcançou cerca de 23% da população estimada e na faixa etária de 5 a 9 anos, é de menos de 0,1%.

Em entrevista a diversos canais de comunicação, Orellana vem afirmando  que a estagnação da cobertura vacinal contra a Covid-19 é preocupante por conta da alta de casos na Europa e Ásia, somada às recentes flexibilizações no uso de máscaras no Amazonas, assim como no Brasil.

Ele destaca que a decisão dos governadores e prefeitos de liberar o uso de máscaras em ambientes fechados vai penalizar crianças e mães não vacinadas em 2022 e pode causar a retomada de contágios do novo coronavírus, como acontece em diferentes continentes, onde já existem novas variantes como a Deltacron.

“Continuamos com centenas de mortes por Covid, mas o que o Brasil está fazendo é o que o presidente Bolsonaro quer, deixar o vírus circular, sem se importar com o que vai acontecer com populações mais vulneráveis como idosos e indígenas”, disse ele.

O governo errou ao decidir tardiamente a vacinação das gestantes e puérperas na vacinação, assim como retardou o processo de vacinação em crianças e adolescentes, causando uma sobrecarga de responsabilidades das mães, que foram penalizadas porque o Brasil foi o que registrou maior número de casos graves e de mortes por Covid, o que era completamente desnecessário, disse ele, lamentando a falta de decisão para vacinação em crianças menores de 5 anos.

O pesquisador da Fiocruz destaca a eficiência das vacinas não somente nas crianças, comprovada com dados de outros países como Argentina, Chile, México, entre outros, e critica o atual posicionamento da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), ao não estimular a vacinação, mesmo quando se vê uma curva de mortalidade igual ou pior aos mais graves momentos da pandemia em 2021 nessas faixas etárias.

Orellana chama a atenção para que o Brasil não cometa os mesmos erros que outros países no enfrentamento à pandemia, mantendo a liberação do uso da máscara em ambientes fechados. “É um equívoco que custará muito caro” assegurou.

Para ele, a falta de eficiência do governo, na falta de tomada de decisões acertadas vem causando impactos negativos para a imagem do governo, que deverá interferir negativamente na avaliação de Bolsonaro e no resultado das eleições deste ano para a presidência da República.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?