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Esquema criminoso deixou 10 mil crianças yanomamis sem remédios, diz PF

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Esquema criminoso deixou 10 mil crianças yanomamis sem remédios, diz PF
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Manaus/AM - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram, nesta quarta-feira (30), a operação Yoasi para investigar um esquema criminoso de desvio de recursos públicos federais do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y).

Foto: Reprodução/site da Polícia Federal

São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, no estado de Roraima, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima. Os investigados na operação são os ex-coordenadores do Dsei Yanomami Rômulo Pinheiro e Ramsés Almeida da Silva, a farmacêutica Cláudia Winch Ceolin, o assessor Ramsés, Candido de Lira Barbosa, e o empresário Roger Henrique Pimentel, dono da Balme Empreendimentos LTDA. 

De acordo com a PF, "o inquérito policial foi instaurado após o recebimento de um inquérito civil, conduzido pelo Ministério Público Federal, que apurou notícias divulgadas pela imprensa que relataram a falta de medicamentos para malária e verminoses na Terra Indígena Yanomami. As diligências do MPF identificaram, dentre outras irregularidades, o recebimento do vermífugo albendazol em quantidades inferiores ao adquirido pelo órgão". 

Segundo as investigações, os coordenadores teriam feito um contrato com a Blame para o fornecimento de 90 tipos de medicamentos, entretanto, menos de 30% dos remédios foram entregues pela empresa. 

Ainda conforme a PF, o esquema implementado no DSEI-Y teria deixado 10.193 crianças desassistidas, resultando no aumento de infecções e manifestações de formas graves da doença, com crianças expelindo vermes pela boca.

Os principais crimes investigados são fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. A soma das penas para estes crimes pode ultrapassar 35 anos de reclusão.

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