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Esperando 2 anos por audiência, professores fazem manifestação com bolo em Manaus

Esperando 2 anos por audiência, professores fazem manifestação com bolo em Manaus
Esperando 2 anos por audiência, professores fazem manifestação com bolo em Manaus

Depois de dois anos e mais de 100 ofícios encaminhados esperando uma resposta ao pedido de audiência com o governador Wilson Lima, professores da rede estadual levaram, no final da manhã desta segunda-feira, 7, um bolo e cantaram parabéns na frente da sede do governo, com o objetivo de ‘descomemorar’ dois anos sem resposta à solicitação.

A iniciativa foi do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), cuja presidente, Ana Cristina Rodrigues, distribuiu fatias do bolo para quem passava na frente da sede do Governo do Estado como forma de chamar atenção para os dois anos de espera por uma resposta para os mais de 100 ofícios pedindo audiência com o governador Wilson Lima.

Um grupo de trabalhadores fez uma “descomemoração”, com direito a música de parabéns, bolo, balões, faixas e protesto. “Gostaríamos de entregar uma fatia para o governador que é nosso principal convidado, mas não sei por que ele não veio para a festa”, ironizou a presidente do sindicato.

Em assembleia, a categoria decidiu reivindicar 17% de reajuste salarial, pagamento retroativo das datas-bases 2021, pagamento das progressões por titularidade e tempo de serviço – atrasadas desde 2019 –, reajuste do vale-alimentação e revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

No momento da reivindicação, três viaturas da Polícia Militar foram colocadas na frente da sede do Governo. “Eu nunca me senti tão segura. E não preciso de armas. Inclusive, tenho uma caneta na minha mão. Essa é a minha arma e se o governador quiser, empresto para ele assinar nossas progressões que estão paradas desde antes da pandemia”, afirmou Ana Cristina.

De acordo com ela, em 42 anos de história, é a primeira vez que um governador se nega a dialogar com os trabalhadores da educação.

Wilson Lima se reuniu com membros do Sinteam em 2019 após mais de 40 dias de greve, no entanto, retirou-se da mesa de negociação e desde então não responde os pedidos de audiência feitos pelo sindicato.

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