Especialista alerta para riscos de doenças provocadas pela vazante

Por Portal do Holanda

30/10/2015 9h07 — em Saúde e Bem-estar

Médico dá dicas de como evitar e aponta as principais doenças trazidas com a seca dos rios

 Assim como o período das cheias, a vazante dos rios amazônicos também traz os seus perigos. Doenças como febre tifoide, hepatite A, leptospirose, infecções e diarreias são algumas mais comum nessa época do ano é preciso estar atento para evitá-las adotando medidas de prevenção.

“Além dessas enfermidades, também é acentuado o número de casos relacionados a vírus, bactérias e protozoários em decorrência do consumo dessa água imprópria”, explica o Pediatra do Hapvida Saúde, Derli Gouvea.

Nestes casos, o principal meio de transmissão e propagação da doença é o contato com a água contaminada, que na maioria das vezes é consumida ou utilizada para lavar louça, na refeição ou em outros afazeres domésticos pela população ribeirinha.

As crianças são as maiores vítimas destes problemas, uma vez que, são comuns as brincadeiras e mergulhos em zona de risco como igarapés e áreas próximas. As autoridades chamam a atenção também para proliferação de focos do mosquito da dengue e também da malária. O acúmulo de lixo nas casas e arredores, também pode ajudar a proliferar essas doenças, pois atraem roedores que urinam no local, tornando-o uma fonte para a leptospirose. De acordo cm Derli Gouvea, a malária também desponta como uma das doenças que mais atingem a população, transmitida através da picada do mosquito Anopheles, a enfermidade causa febre alta, calafrio, dores de cabeça e musculares, taquicardia e aumento do baço, é uma doença extremamente perigosa e pode levar a morte se não for diagnosticada e tratada com rapidez.

Doenças de pele (dermatite), gastrenterites, verminoses e conjuntivites também costumam se proliferar rapidamente durante a vazante. Para evitar ser infectado, uma dica é usar o hipoclorito de sódio na água, antes de lavar os alimentos ou ingeri-la, a substância ajudar a purificar o líquido.

O especialista do Hapvida Saúde também destaca alguns cuidados básicos que minimizam o risco de contágio: “Manter os alimentos em recipientes resistentes e bem lacrados; manter a casa em ordem e limpa, desprezando de forma adequada os restos de alimentos (inclusive dos de animais de estimação) e lixo; fazer uso de luvas e botas de borracha ao fazer a limpeza da casa ou ao entrar em contato com a água da inundação. Não esquecer da adequada higiene pessoal e do uso de álcool 70%, sempre que possível, para a desinfecção das mãos, Não esquecer, também, que a caixa d’água deve ser limpa e desinfetada com frequência”.

Em caso de picadas ou ataques de animais peçonhentos, a pessoa deve procurar imediatamente um médico e jamais deve ingerir medicamento por conta própria.

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