NOTA/DIREÇÃO HOSPITAL DE SANTO ANTONIO DO IÇÁ
A direção do Hospital de Santo Antônio do Içá esclarece, a respeito de matéria publica por este portal no último sábado (1º), que não procede a informação de que a menor indígena mencionada pela reportagem passou quatro dias internada na unidade sem atendimento e que tenha deixado de ser transferida para a capital por falta de documentos. A paciente foi recebida na unidade às 5h20 do dia 11 de janeiro, trazida pelo condutor da lancha da SESAI, que a transportou da comunidade indígena Vila de Betânia até a sede do município. A paciente apresentava sinais de espancamento por todo o corpo e um profundo corte na perna, estava desorientada, mas consciente. Não consta do prontuário que havia sinais de ferimentos ou de qualquer tipo de violência nos órgãos genitais da paciente. A paciente foi avaliada pelo médico de plantão, realizou exames, incluindo ultrassonografia, que apontou gravidez com feto sem batimentos cardíacos. Permaneceu hospitalizada, recebendo toda a assistência e medicação necessária - inclusive antibióticos e analgésicos -, e sendo monitorada sobre a evolução da possível expulsão espontânea do feto. Em nenhum momento os exames realizados pela paciente apontaram quadro de infecção. Exames realizados já na segunda-feira (13 de janeiro) apontaram evolução de um quadro de anemia severa, motivo pelo qual a paciente seria submetia a transfusão sanguínea. No entanto, houve uma piora rápida do quadro, com evolução para óbito, constatado por volta de 01h do dia 14/01. A paciente não foi transferida para a capital porque não houve indicação médica para esse procedimento e a falta de documentos pessoais da paciente em nenhum momento foi ou seria razão impeditiva para uma possível transferência.
