Manaus/AM - O presidente Bolsonaro deve visitar, nesta quinta-feira (27), a comunidade Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira, interior do Amazonas.
De acordo com a Folha de São Paulo, a visita foi repudiada por lideranças indígenas locais, que sofrem com constantes ataques armados de garimpeiros ilegais. Além disso, os yanomamis alegaram que foram informados por militares do 5ª PEF, vizinho da comunidade Maturacá, e publicaram uma carta de repúdio à presença do presidente.
"Reiteramos nossa posição legítima de repudiar a visita do presidente, senhor Jair Messias Bolsonaro, no nosso território yanomami”, diz um trecho do documento, assinado pelo presidente da Ayrca (Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes), José Mario Góes, pela presidente da Kumirayoma (associação de mulheres), Erica Figueiredo, e por outras quatro lideranças locais.
Bolsonaro disse, em uma das lives, que planeja visitar um pelotão de fronteira do Exército (PEF), “conversar com indígenas” e “aterrisar” em um garimpo ilegal. Ele voltou a defender a regularização da atividade.

