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Em audiência com Estado, MP mantém exigências da Ação que pede aumento de leitos no Delphina

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Em audiência com Estado, MP mantém exigências da Ação que pede aumento de leitos no Delphina
Em audiência com Estado, MP mantém exigências da Ação que pede aumento de leitos no Delphina
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Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MPAM), representado pelas promotoras Silvana Nobre e Cláudia Câmara, titulares das Promotorias de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública, participou de teleaudiência integrante dos autos da Ação Civil Pública pela qual o MPAM pleiteia ativação de todos os leitos do Hospital Delphina Aziz e a contratação de leitos do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HGV) e Hospital Beneficente Português.

Conduzida pelo juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, da 4ª Vara da Fazenda Pública, a teleaudiência começou pela tarde e entrou pela noite desta segunda-feira (20/04). Para a reunião de subsídios da decisão, o magistrado ouviu representantes dos dois hospitais (HGV e Beneficente), VISA Manaus, Conselho Regional de Medicina (CREMAM), Associação Médica do Amazonas, empresas que fazem a parceria com o Hospital Delphina Aziz e a direção daquela unidade de referência no tratamento de pacientes com o Covid-19.

Entre as principais informações colhidas, está a retirada de dez aparelhos respiradores do hospital Delphina Aziz que foram levados para o hospital da Nilton Lins; a falta de profissionais especializados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva); a possibilidade de instalação de leitos para pacientes com o covid-19 tanto no HGV quanto no Beneficente, mas constatou-se a falta de equipamentos, assim como a falta de estrutura do hospital da Nilton Lins.

Ouvidos os convidados, o magistrado começou a fase conciliatória, com a presença das promotoras, do procurador do Estado Leonardo Blasch e, como representantes das Secretaria de Saúde, Heleno Lyon (chefe da assessoria jurídica) e Dayana Mejia (Secretária Adjunta de Atenção da Saúde na Capital). Conforme trecho da Ata da teleaudiência, não houve conciliação.

Leia o trecho da Ata:

"A Promotoria de Justiça, titular da ação civil pública, inicialmente ponderou que não era possível um acordo conclusivo em virtude da ausência da Secretária de Saúde, muito embora a mesma tenha sido convidada a participar da teleaudiência e, na impossibilidade de participar, poderia nomear alguém que a representasse.

Contudo, somente após o término da primeira fase, por volta das 19:00 horas, os dois servidores referidos da Susam adentraram no sistema da teleaudiência. Pelo horário e pela dispensa dos convidados que foram pontuais, não seria possível estabelecer uma audiência de forma parcial, uma vez que, se assim fizesse, o MM Juiz omitiria o seu dever de isenção e imparcialidade, além de
violar a bilateralidade da audiência com a participação de todos os interessados.

Com esta situação propôs o Ministério Público: a) uma ordem judicial para a devolução dos 10 respiradores do Hospital Nilton Lins para o Hospital Delphina Aziz; b) que o Departamento de Regulação enviasse, através de sistema, 14 pacientes sem Covid-19 do Hospital Delphina Aziz para outros hospitais, tais como HUGV e Hospital Beneficente Português; c) impedisse a retirada de novos equipamentos do Hospital Delphina Aziz; d) retirasse os pacientes com Covid-19 dos SPA's.

A Procuradoria Geral do Estado concordou com os pedidos acima e requereu um prazo de 24 horas para cumprimento, o que foi deferido e homologado pelo MM Juiz de Direito."

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